segunda-feira, 8 de setembro de 2008

As sextas-feiras do verão – Parte III

       Durante a última semana de Agosto fui convidada para um novo festival a acontecer mesmo ao lado do local de trabalho. A informação inicial era sobre uma feira alternativa, o que para quem já foi chamada de hippie, fez os olhos brilharem. Juntamos uma turma, muito boa por sinal, de 4 brasileiras e um marido a tiracolo. Chegando lá qual não foi a minha surpresa ao ver dois grandes palcos e em um deles uma banda bate-estacas. Será que ainda dá tempo de sair de mansinho? Ok, vamos relaxar, afinal a minha bicicleta já está guardada no carro.

       Passamos pelo primeiro palco aquando do final da apresentação e andamos até o próximo com uma banda portuguesa, que não fazíamos idéia do nome (graças a internet já sei que era a Snail), com músicas em inglês mas bem ao estilo do Wilson Sideral. No show seguinte, não aparecemos para conferir as barracas em exposição. Quem me conhece sabe que não gosto de olhar lojas mas era minoria e, para alívio, eram apenas 5 expositores. Paguei língua! Encontrei umas boinas lindas e demorei mais do que todos… pelo menos agora tenho a minha tão desejada boina!!!
       Depois das compras, só a minha, na verdade, resolvemos voltar para o primeiro palco. No caminho fomos pegos de surpresa com a demonstração e experiência gratuita com os Fly Jumpers.

       A espera não era muito grande mas preferimos ir ao próximo show, com um grilinho na minha cabeça. Edite, vamos voltar lá? Boa! Encontramos um monitor, o Siop e ficamos a espera da nossa vez. Cobaia nº1!!! Para colocar os flyers não é nada confortável: sentar na grade abaulada enquanto o monitor coloca-lhe 3,5 Kg de equipamento em cada perna, bem amarrados nos pés e nos joelhos. Ah, mas pensou que a parte difícil termina aqui? Acha que um objeto que lhe deixa a 30 cm do chão e que tem a forma de meia-lua serve para usar nos pés e ficar em pé ou mesmo andar? Mas se um miúdo (garoto) de 10 anos consegue até correr à minha volta com isso, eu também posso – ainda bem que só me contaram depois que ele levou um tombaço.

       Em pé, marchar no lugar, pernas paralelas, corpo reto, olhar para frente (só faltou pedir que fizesse cara de feliz para a câmera). Assim, na verdade, não é tão difícil depois dos primeiros minutos. Na primeira volta deixa-se as digitais gravadas nos braços do monitor, depois só em um e após 5 minutos ele é que precisa correr atrás. Mas calma lá, a alegria dura o mesmo tempo que a sua resistência física! Quando pega-se a “manha”, o peso pega as suas coxas também. E lembra? Nada de ficar parado. Ai!!! O Siop foi uma graça, até deixou que eu descansasse para andar mais, mas as pessoas da fila não aceitariam e as minhas pernas, essas nem queriam saber da piada. O brinquedo foi muito divertido, mas fico por aqui. Edite foi a seguir.

       Assistimos a mais um show depois do exercício, desta vez de rap. Na verdade, fizemos o nosso próprio com as brincadeiras e fotos no meio do povo, até melhor do que o lá do palco. Depois disso, casa!!! Entretanto, antes da aventura acabar, a Edite foi levar os nossos amigos em casa pois o transporte público aqui encerra a partir da 1h e com isso e tive (que sacrifício…) de voltar de bicicleta, afinal, 5 pessoas mais a bicicleta num Kadet… Foi chegar, com as pernas ainda bambas dos dois exercícios, banho, e-mails e cama, mas com um belo sorriso pensando em mais um dia espetacular.


Nenhum comentário: