terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Natal

          Viver sem a família perto é muito complicado, a saudade insiste em aparecer mesmo quando já estamos "acostumados". Essa época do ano é quando sentimos mais falta daqueles com quem gostamos de celebrar e festejar qualquer momento, só que este Natal foi tudo do simples e do bom.
          A nossa ceia com a Adima e o Alexandre, paraenses, virou jantar porque ele precisava trabalhar mas foi bem descontraída e com tempero mineiro. Logo depois ela caiu no sono e Edite (em parte) e eu passamos a madrugada levemente vendo um filme delicioso Simplesmente amor.
          O dia 25 foi tomar cuidado com os exageros para as costas não reclamarem e abrir os presentes trazidos na Caixa amarela. Brincamos muito tempo entre descobrir os presentes nas meias, tirar fotos e nos enfeitar. Uma delícia! Adorei o carinho da família de sangue e da de coração/criação (Cida, Ana, Paula e Maria), deu para matar a vontade. Super obrigada a todos!
          Ah, Depois conto as aprontações da passagem de ano e quem sabe recebo a descrição das suas festas também, hein?


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Saúde

          Nos aniversários, festas, comemorações e na passagem de ano, fazemos muitos votos àqueles que amamos e que queremos bem. Pois é, o meu voto a partir de agora será Saúde! Não é brincadeira, o famoso clichê de que basta saúde que o resto se arranja, pude sentir isso na pele, aliás, nas costas.
          Domingo passado, depois de uma semana convivendo com um incômodo na região lombar, o meu corpo colocou um basta. O frio somado com a tensão que nos acomete na reestruturação dos nossos objetivos e de uma atividade física sem aquecimento culminou numa madrugada dolorosa e imobilizada. A Edite ainda tentou diminuir meu desconforto com massagem mas tive mesmo é que recorrer à médica e aos queridos enfermeiros e suas picadas. O alívio foi tal que entrei no consultório arrastando e curvada, numa imitação barata do Corcunda de Notre Dame, e saí trocando passos.


          Na verdade, a semana foi uma experiência interessante. A melhora progressiva foi marcante nos dois primeiros dias, principalmente, o que acredito se dever ao costume de não tomar remédios desmedidamente e aos miminhos todos que ganhei da Edite como sopas, água e lanchinhos no sofá. Para além disso, pude observar o porque dos portugueses gostarem tanto de irem aos enfermeiros nos Centros de saúde, mais do que aos médicos. Dos quatro pelos quais passei, não tenho o que reclamar, foram todos muito agradáveis, simpáticos e atenciosos, ao contrário dos senhores doutores.
          Graças a Deus, nos dias do Natal já estava melhor, com leves recaídas que só lembravam-me da dor que já existiu e que não foi embora de todo.
          Amanhã será a minha última injeção e espero voltar definitivamente à velha/nova rotina. Por isso, a todos, votos antecipados de um 2009 cheio de saúde e todo o resto que puderem conseguir com ela!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Caixa amarela


          Exato 1 ano depois do fim da visita surpresa dos meus Pais queridos, eis que tenho outra surpresa, desta vez em Caixa Amarela.
          Cheguei do trabalho e encontrei uma Caixa na minha cadeira com um endereço muito famoso. A curiosidade atacou e todo o esforço para descobrir onde afinal se abria a Caixa sob todas aquelas fitas colantes foi uma crescente. Abrir a Caixa foi como sentir todo o carinho mandado daquelas pessoas que nos amam de verdade, um calor delicioso!
Mãezinha, Paizinho, obrigada pelo carinho! (Quer dizer que era para escolher meu presente de Natal para ganhar ano que vem, né?!)
          A saudade é engraçada, chamou a minha atenção para todos os detalhes e fez-me imaginar quem escreveu, quem arrumou, quem embrulhou, quem escolheu!!! E como a expectativa faz parte do processo, os presentes já estão lá nas nossas meias, junto à lareira... sem expiar.
      OBS.: Segundo informação fidedigna e pouco sigilosa, tem a mão dos irmãos e vizinhos no meio... veremos!


          Que venha o Natal!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Emoção!



        Nesta quinta fiquei especialmente feliz quando abri a caixa de correio: recebi da minha afilhada o convite da sua formatura. Uma lembrança singela com uma dedicatória magnífica.
        Adorei, B! É muito bom ser lembrada nos detalhes, faz diminuir muito a distância.

      Parabéns pela Formatura, que Deus continue lhe abençoando!



Obs.: Te amo muitoooooooooooo! Super beijos!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amigos

         Dizem que os bons amigos são aqueles que estão por perto nas horas difíceis, mas no dia 29 foram aquelas que fizeram o esforço para estar presente na bagunça mesmo.
         O pessoal do trabalho debandou na hora de ir embora e não sobrou ninguém para comer a Francesinha combinada desde o começo do mês. Mas amigo que é amigo não deixa a peteca cair, a comida esfriar ou a festa faltar: Mariana providenciou a Discoteca (Boate por aqui tem conotação negativa) mais barata e com vantagens para a aniversariante e a Edite entrou com a empolgação e a condução.
         Fomos ao Muxima Bar que tem músicas latinas e como tema da noite a Salsa. O monitor/animador que fica na pista até nos apanhou para uma dança, o coitado me escolheu para a música lenta a qual dancei dura igual um poste. No mais, tivemos direito a uma garrafa de champange e uma bebida para cada, a da Edite sem álcool para nos levar seguras para casa. E claro, ainda deu para mexer com os barmans e rir muito.
         Simples e Maravilhoso!

         Felicidades para essas duas gatinhas, valeu!
         Valeu também os tantos cartões e e-mails do pessoal.
         Beijos!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Semana

          A última semana dos 27 foi bem agitada entre aprendizado, trabalho extra e arte.

          Na quinta feira, fui à Lisboa de comboio (trem) ainda noite e voltei já quase no horário Cinderela, mas passei um belo dia na formação dos programas do CS4. Claro que ainda tive tempo para contemplar um pôr-do-sol maravilhoso ao pé da Torre de Belém e de comer os meus doces preferidos da confeitaria portuguesa, os Pastéis de Nata (ou Pastéis de Belém). No dia seguinte, foi já emendar com um trabalho extra que ocupou até a outra semana, mas que não me impediu de passar a terça toda perua e dar um escapada até o balé.
          Desde pequena o meu Pai ensinou-me a ver apresentações de balé na TV e a ouvir música instrumental/clássica/erudita. Foi numa das idas ao trabalho que vi o cartaz do O Lago dos Cisnes com o Ballet Imperial Russo. Sinceramente que imaginei o preço de matar, só que não sou gata, então posso ser curiosa. A apresentação seria no Coliseu do Porto, algo como o nosso Palácio das Artes, mas não é que tinha preços populares! Animei, arrumei um jeito na agenda e fui conferir.

          Caramba, foi emocionante, inebriante, impressionante, foi o realizar de um sonho que nunca imaginei. Maravilhoso!

sábado, 29 de novembro de 2008

Novo

          Novo ciclo, novo Blog, ou pelo menos nova cara!

          Pois é, há um ano atrás ainda era inocente e acreditava em todos, principalmente na minha família. Mas foi neste dia que descobri uma mentira de mais de meio ano quando meus Pais chegaram de surpresa na casa dos amigos Medeiros. Até a "prima do cocô do filhote do cachorro" (segundo Vander Lee) do vizinho sabia da armação e eu aqui... ok, vamos combinar um Skype!
Bom demais, essa galera é show!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Bungee Jumping VII - O Final

         O vento era quem me embalava nesse momento e o guindaste começou a baixar-nos, foi quando voltei a ouvir a música da feira. Logo, ainda num turbilhão de pensamentos e check-up para ver se estava tudo no lugar, o monitor do solo perguntou se estava bem. Bem, incrivelmente, é claro!... Só precisava era colocar a cabeça no lugar, literalmente. O monitor pegou as minhas mãos e pediu que levasse a cabeça aos joelhos enquanto puxava para cima do colchão.
         O chão!!! Eu sentia a cara quente, a adrenalina a toda, um leve incômodo na nuca e só sabia sorrir. O monitor começou a retirar todos os apetrechos de segurança e a empolgação era tanta que nem o vi desapertar-me as tornozeleiras (sem marcas). Ainda não acreditava no que tinha feito. Valeu demais!!!, foi só o que pude dizer quando os dois monitores perguntaram o que achava. Detalhe, segundo o do solo, poucas pessoas pulam de primeira e tão rápido como eu… deixa ele acreditar nisso!
         Foi um dia incrível, às vezes parece que aconteceu com outra pessoa, talvez, daí a vontade de registrar por aqui. Espero que tenham curtido a história quase tanto quanto eu, quem sabe nos encontramos em outro esporte radical, já fica aqui uma sugestão que a DINha enviou…

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bungee Jumping VI

         A minha resposta não tardou nada: ótimo, pode me empurrar, então!!! Ergui os braços – mais, ele recomendou – para não bater na grade e só senti o monitor segurar-me pelo cinto e pela gola da blusa. Então???
         Cara, foi um leve momento sem qualquer sensação! Acho que nenhum dos meus sentidos estava a ser estimulado, ou pelo contrário, estavam de tal forma sobrecarregados que o cérebro resolveu ignorá-los. Depois da Peridural fui uma verdadeira maçã da Lei de Newton,
senti a gravidade aumentando e gritei como pude na tentativa de aumentar ainda mais a adrenalina do momento (conhecimento adquirido na montanha russa). Sinceramente, o chão não se aproximou o suficiente para preocupar-me com ele, já a sensação de liberdade e do Nada foi deliciosa! Impressionante!!! Demais! Maravilhoso! Segundos/minutos intensos de vazio!
         Espera aí, falta qualquer coisa, certo? Com certeza, eu tinha uma corda nos pés lembra? Presa lá em cima, ok? Logo, a queda termina (se não lá no chão) com um puxão para cima. E não preciso dizer que preferia o menos doloroso. Daí, sim, o esticão! Foi uma sacudida geral muito forte, por mais que esperasse, não sabia a hora certa. Foi um repente! Não senti a coluna coo receava mas as minhas idéias ficaram bem misturadas (ah, entendi porque falam que o Bungee Jumping mexe com a cabeça do povo!!!).


         Se a primeira queda foi toda aquela sensação de leveza, o puxão chamou para realidade e para uma nova queda em câmera lenta, quase mágica, como se aquela paz inesperada se prolongasse. Eu já tinha visto vários pulos e sabia que o segundo repuxo também era forte mas o prazer de estar lá deixou as minhas idéias bem misturadas (ah, entendi porque falam que o Bungee Jumping mexe com a cabeça do povo!!!). No momento, pareceu-me até ter sido mais forte pelo fator surpresa. Caramba, além de baralhada, parecia que o meu sangue todo resolveu visitar a cabeça. Que pressão!!! Enquanto balança lá em cima, cada vez mais suave e devagar, o coração mudou-se para o cabelo e a perna ardia levemente onde tinha as tornozeleiras. Enfim, relaxei, parei de gritar, para não parecer louca (mais!), e foi a primeira vez que vi o mundo lá embaixo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Bungee Jumping V

         As novidades não paravam de chegar. Nessa hora, a Edite confirmou a qualidade da câmera, mas as pilhas não resistiram aos testes todos: Sheila, não fica chateada mas a câmera está ficando sem pilha… falar o quê? A adrenalina já estava tomando conta. Muito bem, em pé e toda equipada, era hora de subir. O monitor da plataforma recebeu-me, prendeu mais um gancho no meu cinto e alertou sobre o peso que o elástico proporciona nas pernas durante a subida. Tal e qual, começamos a subir, o elástico pesou mais do que esperava e as orientações vieram: não olhar para baixo, pular como para uma piscina (é um complô) e não segurar em nada. Foi fácil, pelo menos a primeira parte…
         Não percebi a subida enquanto conversava com o monitor sobre a altura do salto (50 metros), a do seu recorde pessoal (120 metros) e habituava-me com o peso da corda. Lá em cima (ups, primeira olhada para baixo e como era alto!), a plataforma foi estabilizada por outro cabo e era tudo silêncio. O horizonte estava lindo, o céu completamente azul, o vento muito quieto e parecia tudo em suspenso. A experiência de estar prestes a saltar foi completamente surreal. Não veio o esperado frio na barriga e o pensamento, sei lá onde ele se meteu. Só sei que estava ali, pronta e sem noção do perigo.
         Passo a passo, retirada do gancho que me ligava a plataforma e mais uma recomendação de soltar o corpo de uma só vez. Só um porém, tinha esvaziado os bolsos antes da subida, mas o monitor pediu que tirasse os brincos de argola e colocar onde? Se nos meus não podia que fosse nos dele então, muito atencioso, que ainda cuidou de prender bem a minha blusa por baixo do cinto de segurança.
         Pronta? Muito bem, pés na entrada da plataforma e pode saltar quando quiser. O olhar para frente pesou e pude ver as formiguinhas lá embaixo. Acho que não estava preocupada com a queda, até porque não visualizava o pulo em si. E assim, parti para o salto tomando impulso com as mãos na grade da plataforma, com as pernas pesadas do elástico e jogando o corpo para frente. Só que nesta hora, o instinto falou mais alto e minhas mãos apertaram ainda mais a segurar-me por lá mesmo. Ainda ameacei um novo impulso mas minhas mãos não estavam muito de acordo e comecei a rir de nervoso. Nisso, uma voz surge além da minha concentração… Credo! Já tinha até esquecido que não estava sozinha, era o monitor perguntando se queria ajuda, ufa!
         Pensando agora, friamente, não posso dizer que dei uma resposta normal, mas no contexto do dia, foi totalmente esperada. Eu acho…

sábado, 8 de novembro de 2008

Bungee Jumping IV

         Já estava claro que uma só pessoa não conseguiria filmar com a câmera e fotografar com o telemóvel (celular), nem mesmo a Edite… assim, precisava escolher alguém do grupo à nossa volta. Alguém conhece um dito que diz que as aparências enganam? Eu tinha duas candidatas possíveis para fotógrafa temporária: a menina do grupo de jovens e uma mulher que estava o observar a pouca distância. Escolhi obviamente a segunda porque não estava no grupo da farra e ela aceitou. Quando mostrava-lhe como tirar fotos no meu telefone, ela ofereceu usar a própria câmera e enviar as fotos por e-mail. Ora, isso pode passar por normal entre nós brasileiros mas é algo totalmente atípico nesta terra. Ainda em choque pedi para a Edite guardar o telemóvel, entretanto ela avisou-me que atravessaria a rua para ficar à sombra, pelo que só relembrei que era a próxima.
          _ Nº5!
         Entreguei timidamente o meu papel, aquele da responsabilidade, ao monitor do solo, aproximei-me do centro e mandei um sorriso satisfeito para a Edite. A fotógrafa, sumiu, mas desta vez não fiquei surpreendida, foquei no salto e continuei empolgada. O 4º já estava pronto para saltar enquanto o monitor perguntou-me se já tinha ido alguma vez, serve pular da varanda? Para ajudar, explicou que eu devia pular como para uma piscina, mal sabia ele que na última aula de natação vacilei por uma eternidade para saltar do Bloco de largada. Será que ele não tinha outra comparação mais adequada? Uau, o carinha saltou, ricocheteou, desceu, deitou e tirou os itens de segurança… são e salvo. Vamos?
         Fui para o colchão, que pela espessura não servia para possíveis quedas, no máximo evitava que sujássemos o chão. Vesti o cinto de segurança, que mais se assemelha a um short bem justo e sentei-me para colocar as tornozeleira com o elástico do salto surgindo delas. Elas ficam bem apertadas, com a calça presa para dentro, mas a da perna esquerda ficou com parte do velcro solto, o que me incomodou um bocado. Peraí, isso não pode ficar só meio apertado… ao mesmo tempo que conversava com o monitor, apertei melhor o resto do velcro, que ele voltou a soltar. Hum!!! Poucos segundos (eternos) depois, a explicação: para além do elástico preso nas tornozeleiras, o monitor passou uma corda por dentro do velcro ainda solto e prendeu-o com um gancho no meu novo cinto de utilidades. O interessante é que esse gancho e corda eram mais do que meros equipamentos de segurança, também substituíam o puxão de mão para me ajudar a levantar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bungee Jumping III

         Muito bem, como para qualquer comportamento saudável e seguro, ao fazer a inscrição para o salto, foi-me apresentado um termo de responsabilidade. Nesse entremeio, acho que para encorajar a decisão para a positiva, os testes (ou cobaias) fizeram os primeiros saltos do dia. Basicamente, precisei reconhecer no termo de responsabilidade que além do problema mental, não tinha qualquer deficiência física, nomeadamente de coluna, articulações ou coração. Além disso, confirmar que os perigos conhecidos e desconhecidos (???) do Bungee jumping eram da minha alçada, exceto por um erro de segurança no equipamento. Após assinar, informar telefone de emergência e fornecer os dados pessoais precisei enfrentar o que amedrontaria a muitas mulheres, mais do que o salto em si, uma Balança. Preocupada com isso, a monitora foi logo avisando que o peso seria para mais por margem de segurança. UFA!!!
         Feito! Agora, é só esperar a corda funcionar as 4 primeiras vezes e pelo menos uma a mais. Nesta hora, meu estômago estava feliz com o “modesto” sanduíche e o meu cérebro tranquilo como se eu fosse atravessar a rua. E essa tranquilidade era partilhada pela monitora que mediu o tempo da minha espera como o suficiente para que eu fizesse um lanche. Ou terá sido ironia? Já a minha super acompanhante, esta não demonstrava a mesma confiança – prefiro acreditar nisso do que pensar que a sua presença tinha apenas um interesse financeiro – e insistiu em gravar um testamento na câmera, para evitar qualquer responsabilidade pelo que eu ia fazer… encorajadora, hein?!

         O tempo ajudou bem a experiência. O dia até acordou com muita neblina e ameaçando chuva, mas naquela hora já tinha céu limpo e sol forte. Para completar a maré de sorte, neste dia os saltos demoravam muito menos do que na semana anterior. A minha vez se aproximava e como o monitor do solo chamava com antecedência, aproximei-me do mesmo grupo que estava à minha frente na inscrição. Daí, o momento de uma conversa muito profunda entre Edite e eu para tentarmos um registro bem completo: o que documentaria melhor entre filmagem e fotografias, entre a câmera e o celular, ainda era possível implantar um braço extra para ela fazer as duas coisas ao mesmo tempo? E eu era a seguir…


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Bungee Jumping II

         A semana passou muito rápida por causa do trabalho e a ideia ficou tão certa na minha cabeça que parecia algo rotineiro. Enfim, o sábado! Fui trabalhar normalmente pela manhã, mas antes pegamos emprestada uma câmera fotográfica, já que a nossa ficou no Brasil. Combinei com a Edite dela buscar-me mas cedo no trabalho para chegar antes e fazer a minha inscrição. Trabalhei o mais que pude pela manhã e bem na hora do almoço, ei-la que chega. Chegamos no evento meia hora atrasadas mas as inscrições ainda não estavam abertas. Ficamos muito tempo na fila e meu café da manhã já tinha sumido há muito. Bom, eram 8 pessoas à frente e a considera o tempo de salto da semana anterior, tinha muito tempo até ficar pendurada lá em cima. Além do que, sol + calor + fome = receita perfeita para a minha enxaqueca. Aí não dá, né?!

         Eu ainda estava bem, só de vez em quando é que sentia a expectativa de algo novo e surreal. Então, porque não deixar o meu estômago sossegado também? Fui comprar um lance e lembrei logo de um misto quente com suco. Leve e fácil? Nem por isso! Na hora da compra, o bolso falou mais alto e compensou mais um croissant misto do que com pão de forma, pelo menos o suco eu mantive. Tudo bem, certo? Quase, de novo! É que o croissant, acreditem, era maior que um palmo bem aberto… fiquei tão impressionada pela boa aparência do lanche que só depois de muitas mordidas, muito trabalho facial e do suco todo é que apercebi-me que era um exagero. Isso ou estava diante de um milagre bíblico moderno…
         Enquanto tentava entreter o bichinho na minha barriga, a Edite testava a filmagem e as fotos da máquina. Como é óbvio, fiquei satisfeita até para o jantar e ainda guardei um bom pedaço do meu lanche para outro dia. Ainda na fila, as inscrições finalmente começaram e, numa nova surpresa, só metade da fila era de loucos, a outra só acompanhava. Meu salto seria o número 5!!!


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O começo

         
Como a maioria sabe, a origem deste blog vem de umas aventuras das quais andei mandando fotos. O Bungee Jumping, acredito, foi a mais escandalosa de todas e como tal levou um carinho todo especial na preparação. Enfim, aqui está, pública, a minha aprontação mais louca, em capítulos que é para não maçar (chatear) ninguém com um testamento. Vamos ver se consigo manter o Ibope até descobrirem quem matou Odete Roitman...

                            BUNGEE JUMPING I

         Apesar de gostar de alguns esportes radicais como o Rafting, Paraquedismo e outros, nunca me interessei pelo Bungee Jumping antes. Mas certas coisas acontecem e somos obrigados a, digamos, aproveitá-las.

     Fiz parte na organização de um evento como voluntária, o Maiact, e eis que lá deparo-me com uma grua (ou guindaste) enorme. Já tinha visto a programação do evento mas meu interesse estava mais para a Escalada de parede e o Paintball. E como já tinha tudo planejado, aconteceu tudo ao contrário. A parede era pequena e pouco desafiadora para adultos e o Paintball era bem parecido com o Jardim de Infância.
         Acontece que a decepção não durou muito porque a grua/guindaste começou a erguer uma plataforma metálica com três voluntários e continuou a subir, subir, subir… só que lá em cima um deles quis descer na frente. Entretanto, ele estava muito ligado aos outros e foi seguro por alguma corda que colocaram nele. Ah, é claro, o tão famoso Bungee Jumping... Durante todo o sábado, a história se repetiu: subiam três e desciam dois na plataforma com mais 1 pendurado.

         A minha preocupação com o Bungee Jumping sempre foi o repuxo da corda, mas ela foi sumindo aos poucos à medida que ninguém se queixava das costas depois de saltar e começou a ser substituída pelo grilo falante ao contrário. A expectativa fez a barriga começar os seus próprios saltos e por fim resolvi inscrever-me. Hum!... alguém viu de onde veio o balde de água fria? As inscrições estavam encerradas para aquele dia e a procura era tanta que até começaram a realizar saltos com duas pessoas juntas. Felizmente, não estava tudo perdido, ainda tinha o sábado seguinte.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O fim dos tempos

     Pois, é verdade, todos já sabíamos mas ainda assim custa admitir que o fim dos tempos se aproxima. Os primeiros sinais já começaram: folhas acastanhadas pelo chão, sol frio a meio da tarde, chuvas mais constantes muitos casacos beges (depois explico porque). Não é para rir, o Outono vem aí! E com ele o frio e a chuva que determinam o fim dos tempos… pelo menos das pedaladas.

     Gosto de chuva, verdade, mas a chuva aqui no Porto é muito fina, fria e diagonal. Aquela charada do “O que cai em pé e corre deitado…” não tem o menor sentido por aqui. É de tal forma, que para se andar com a sombrinha, normalmente não se vê à frente porque é preciso tampar a água que parece mirar bem o rosto. Ela vem literalmente DE encontro! As chuvas de verão, enfrentei com a capa e a coragem. Só que as do Outono/Inverno são mais fortes e longas, geralmente acompanhadas de neblina. A + B = pouca visibilidade e chão ensaboado.

     Custa-me muito voltar a utilizar os transportes públicos. Geralmente, prefiro o Metro (escreve e fala assim, sem acento) porque pelo menos não tem trânsito, mas tenho uma caminhada boa de meia hora até lá – enquanto de bicicleta faço em ¼ do tempo!!!. Além da demora da minha deslocação (também está certo por aqui) tem a espera do transporte e a troca de linha… Ai Jesus, que preguiça!

     Para além do tempo gasto, vem a falta da atividade física: eram 40 minutos de ida e 40 minutos de volta completamente concentrada em mim mesma. Mais o ganho para a saúde e para o ego, sem contar a economia no transporte e na ginástica … o que vale é que foram três maravilhosos meses a poupar e a exercitar. Enfim, hora de olhar ginásios (academias) por aí, quem sabe no caminho diário descubro algo BBB, melhor ainda se for arte marcial (um pouquinho de emoção é sempre melhor que a repetição, né!?).

     Bom, se alguém conhecer alguma indicação para estas bandas, sabem meus contactos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Não deixem seus irmãos viajarem sozinhos

         Tenho que interromper minhas aprontações para contar o que aprontaram comigo. Para quem não sabe, o meu irmão mais velho estava com muita saudade do Brasil nos últimos anos, então, resolveu largar de Portugal definitivamente. Entretanto, mentes inquietas fazem pessoas (hiper) ativas. Dessa feita, depois de seis meses no Brasil, resolveu partir para um trabalho em Luanda, Angola! Bem que ele já dizia gostar do Oriente… até aqui, pode perguntar-se, para que isso ficar registrado no blog? Pois bem, explico-me. A questão é que a empresa (e consequentemente, a entrevista) tem sede em São Paulo, só ele viu a cara do povo, apesar de encaminhar a algumas pessoas todos os documentos e os e-mails mais importantes durante a contratação. Depois, ele parte sozinho para uma escala em São Paulo (mais do que acostumado), em Johannesburg, África do Sul (complicou) e chegada em Luanda (Ufa!). Se as 28 horas de aeroporto já eram suficientemente longas, conseguimos nos comunicar pela internet de Guarulhos nas 10 horas de espera por lá. Até aqui, mais valia um blog para ele, mas calma, já vou começar a complicar         Acordei ontem, dia da chegada, com o meu telefone e eis que é o Beto, numa voz passada, a dizer que o vôo São Paulo-Johannesburg atrasou e que, somado com a diferença de fuso fez com que ele perdesse a conexão para Luanda!!!! Acordei num pulo, mal sabia que o dia ainda só começava. Mandei e-mail para os contatos da empresa como ele pediu a contar a situação, enquanto ele esperava que o próximo vôo abrisse o check-in para saber se haveria lugar vazio ou não. Para ajudar o suspense, ele estava com pouca bateria no telemóvel, logo, o mantinha desligado. Na minha espera, visitei o site da SAA e descobri que eles só tinham um vôo por dia para Luanda partindo dali, aquele que ele tinha perdido. Bom, o Beto arranha bem o inglês, mas será que entendeu bem o que a funcionária disse? Expectativas crescentes sem notícias, nenhuma resposta da empresa de Angola, nenhum vôo na SAA, eis que ele retorna para saber se eu tinha enviado os e-mails, mas sem novidades.         Depois de mais de 4 longas horas, a boa nova de que estava acertado para um vôo pela TAAG daí à 2 horas e mais algumas de vôo. Daí, mandei outro e-mail aos contatos da empresa a informar do novo horário e companhia. Olha, nesta altura, já fiquei muito mais aliviada. Saí para trabalhar um bocado mais leve.
         Tic-tac, tic-tac. Se a combinação era que ele mandasse e-mail da empresa já ficara sem efeito porque não seria mais hora de expediente, como saberíamos que ele chegou? Quando? Onde? Com quem? Sabe, às vezes surpreendo-me com a minha capacidade de manter a calma, chego, sinceramente, a acreditar que não estou mesmo tensa, mas… Trabalhei, voltei para casa e, quando chego, recebo uma mensagem dele:
“Cheguei há duas horas sem malas e ninguém para me buscar.”
         Que Mané roaming, só queria que a bateria dele durasse mais essa chamada, e durou, para minha satisfação, mas ele me atende dizendo que vai embora para o Brasil a pé porque não aguentava mais aquela situação. Pronto, gelei! Será que consigo alugar um avião? Enquanto ainda assimilava a situação e pensava no que dizer, ele emenda brincadeiras que fazem as pessoas que foram buscá-lo rir. Cara, minha voz nem saia, mas meus olhos foram muito prolixos.
         Logo, logo, vocês terão a versão dele da história, que não deve ser pior do que a minha, mas tudo isso só vem se juntar ao histórico. Como quando da última vez que ele viajou e esqueceu uma mala no aeroporto e passei a noite lá para entregar a uma vizinha que ia no dia seguinte… ou quando perdemos o vôo para o Brasil no começo do ano…
Então, está avisado, segurem seus irmãos perto de si e sob forte vigilância!

       Ass.: Gata escaldada II

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Fim-de-semana nas alturas

         Já diz a sabedoria popular que as coisas boas passam voando e foi exatamente isso que no aconteceu no primeiro fim-de-semana de Setembro, literalmente. Assim como no ano passado, as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia foram escolhidas para sediar uma das provas do Red Bull Air Race , a fórmula 1 dos céus. Para quem gosta de acrobacias aéreas e a emoção de uma competição limpa e acirrada, nada melhor para fazer com que saia de casa e vá para uma multidão junto ao Rio Douro .
         No sábado, dia de classificação para a corrida, escolhemos um sítio (lugar) diferente do ano passado para termos uma nova perspectiva. Chegamos já no finalzinho ao Jardim do Morro e ainda estava com muita gente. Nota mental: chegar bem cedo amanhã para conseguir um bom lugar. Aproveitamos a saída de casa, mesmo vendo poucos aviões, e curtimos a cidade mais cheia do que o normal e só então é que voltamos tranquilamente para o nosso cachorro quente e nosso bolo de cenoura com calda de chocolate, foi a primeira vez que fiz um decente, mas não para comer os dois de uma vez, claro. O resto da nossa noite é mote para outra publicação.
          Domingo, dia de corrida, dia de levantar cedo, de concentrar, ter alimentação leve e chegar cedo… esse era o plano, pelo menos, mas acho que só os pilotos e outras milhares de pessoas é que o seguiram. Já nós duas saímos mais tarde do que tínhamos planejado para chegar e repetimos os lanches de sábado no melhor estilo farofeiro. Quanta gente a toa, ai Jesus!!! Não conseguimos ficar nem perto de onde pensamos e a rádio patrocinadora não narrou a corrida, portanto, para nós foi mais um show acrobático, adivinhômetro dos melhores tempos e muita conversa jogada fora. O fato de estarmos alheias à disputa fez perder um pouco a emoção, mas ainda assim ficamos deslumbradas com a habilidade dos pilotos, admiramos os gatinhos (estrangeiros) e rimos muito, na mesma. No mais, aproveitamos a paisagem, que para mim é o local mais bonito dos que já visitei por aqui, o calorzinho final do verão e a brisa fresca do Outono que se aproxima. Tudo de graça.
         Quem pode pedir mais? Eu não peço, pelo menos esta semana…

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Noite completa

         No mesmo dia do show da Vanessa da Mata, ficamos sabendo da apresentação do Joaquín Cortés, também gratuita. Palavrinhas mágicas: Joaquín Cortés (=flamenco) + gratuito. Animamos logo e confirmamos na agenda para o penúltimo dia do mês; que cinema, que nada.

         Novo trabalho, novos amigos, nova turma. Todos s’imbora para o show, em pleno sábado depois do expediente. Até a chefe, brasileira, arrebitou conosco: 5 mulheres brasileiras num carro… loucura, loucura, loucura. Mais de 40 minutos depois, uma vaga e depois de mais um tanto de manobra (o Márcio, nosso carro, não é direção assistida / hidráulica) descobrimos que era faixa amarela apagada. E aí? Local proibido disfarçado, ora! E essa já era a segunda tentativa, a primeira foi em uma exclusiva para táxi, e por isso resolvemos deixar ficar. Não fiquei nada a vontade e o pessoal dizendo que não tinha mal… Vamos, não vamos, vamos, não vamos, fomos e lá perto do palco encontramos mais uma brasileira com o marido. Meu grilo falante, que tem me acompanhado muito, não se calava e Edite e eu voltamos para estacionar o Márcio em outro lugar, lá depois de onde Judas cortou o pé sem a bota.

         Começou o show, avisaram pelo telefone, toca a correr. O pessoal lá a beira-mar todo agasalhado e eu suando bicas. A apresentação começou morna, com mais canto “cigano” que sapateado, mas depois foi um espetáculo. Adoro sapateado e, por isso, posso dizer que fui a ou uma das únicas que olhava-lhe os pés. Até a mulherada mais velha comentava dos dotes físicos do rapaz. Se não era da barriguinha saliente (motivo de decepção porque ele não tirou a camisa), era das pernas e das bandas, por assim dizer. E as comadres estavam tão soltas, que o cara virou até o pai da primeira filha da Madonna, citada com muita inveja por essa “sorte”. Ouvia-se de tudo naquele show, menos da habilidade do artista, coitado, ou do fato dele dançar/sapatear mais de uma hora sozinho e sem intervalo. Aliás, teve até quem reclamou que a parte dele durou pouco!!! – provavelmente aquelas que assistiram o show de costas. O cara tinha o cabelo e a camisa pingando, galera?!?! Se calhar, vimos dois shows diferentes e eu, pelo menos, pude rir do que ouvia e contemplar o que via.

         Palmas, palmas, palmas! Fantástico! Hora de ir embora! Que nada, vamos mais é arranjar um lugar para bater papo. Conversa boa até às tantas ao gosto de cafés, torradas e francesinhas e mais conversa nas despedidas de cada uma até às 4h.

         Alguém tem palito para segurar as minhas pálpebras? Ainda tenho que pensar no próximo fim-de-semana tão animado como este antes que o verão acabe…

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

As sextas-feiras do verão – Parte III

       Durante a última semana de Agosto fui convidada para um novo festival a acontecer mesmo ao lado do local de trabalho. A informação inicial era sobre uma feira alternativa, o que para quem já foi chamada de hippie, fez os olhos brilharem. Juntamos uma turma, muito boa por sinal, de 4 brasileiras e um marido a tiracolo. Chegando lá qual não foi a minha surpresa ao ver dois grandes palcos e em um deles uma banda bate-estacas. Será que ainda dá tempo de sair de mansinho? Ok, vamos relaxar, afinal a minha bicicleta já está guardada no carro.

       Passamos pelo primeiro palco aquando do final da apresentação e andamos até o próximo com uma banda portuguesa, que não fazíamos idéia do nome (graças a internet já sei que era a Snail), com músicas em inglês mas bem ao estilo do Wilson Sideral. No show seguinte, não aparecemos para conferir as barracas em exposição. Quem me conhece sabe que não gosto de olhar lojas mas era minoria e, para alívio, eram apenas 5 expositores. Paguei língua! Encontrei umas boinas lindas e demorei mais do que todos… pelo menos agora tenho a minha tão desejada boina!!!
       Depois das compras, só a minha, na verdade, resolvemos voltar para o primeiro palco. No caminho fomos pegos de surpresa com a demonstração e experiência gratuita com os Fly Jumpers.

       A espera não era muito grande mas preferimos ir ao próximo show, com um grilinho na minha cabeça. Edite, vamos voltar lá? Boa! Encontramos um monitor, o Siop e ficamos a espera da nossa vez. Cobaia nº1!!! Para colocar os flyers não é nada confortável: sentar na grade abaulada enquanto o monitor coloca-lhe 3,5 Kg de equipamento em cada perna, bem amarrados nos pés e nos joelhos. Ah, mas pensou que a parte difícil termina aqui? Acha que um objeto que lhe deixa a 30 cm do chão e que tem a forma de meia-lua serve para usar nos pés e ficar em pé ou mesmo andar? Mas se um miúdo (garoto) de 10 anos consegue até correr à minha volta com isso, eu também posso – ainda bem que só me contaram depois que ele levou um tombaço.

       Em pé, marchar no lugar, pernas paralelas, corpo reto, olhar para frente (só faltou pedir que fizesse cara de feliz para a câmera). Assim, na verdade, não é tão difícil depois dos primeiros minutos. Na primeira volta deixa-se as digitais gravadas nos braços do monitor, depois só em um e após 5 minutos ele é que precisa correr atrás. Mas calma lá, a alegria dura o mesmo tempo que a sua resistência física! Quando pega-se a “manha”, o peso pega as suas coxas também. E lembra? Nada de ficar parado. Ai!!! O Siop foi uma graça, até deixou que eu descansasse para andar mais, mas as pessoas da fila não aceitariam e as minhas pernas, essas nem queriam saber da piada. O brinquedo foi muito divertido, mas fico por aqui. Edite foi a seguir.

       Assistimos a mais um show depois do exercício, desta vez de rap. Na verdade, fizemos o nosso próprio com as brincadeiras e fotos no meio do povo, até melhor do que o lá do palco. Depois disso, casa!!! Entretanto, antes da aventura acabar, a Edite foi levar os nossos amigos em casa pois o transporte público aqui encerra a partir da 1h e com isso e tive (que sacrifício…) de voltar de bicicleta, afinal, 5 pessoas mais a bicicleta num Kadet… Foi chegar, com as pernas ainda bambas dos dois exercícios, banho, e-mails e cama, mas com um belo sorriso pensando em mais um dia espetacular.


sábado, 6 de setembro de 2008

As sextas-feiras do verão – Parte II

     Apesar de ir trabalhar de bicicleta desde Julho, na semana passada precisei levá-la para a manutenção e voltar de carro com a minha cunhada. Pois bem, num desses dias, passamos por um banner com o título “Cinema fora do Sítio” e como boa cinéfila, aquilo logo chamou a minha atenção. Paramos para conferir e ainda era melhor de que eu pensava: filmes ao ar livre, de graça e cada dia (sextas e sábados de Agosto) num ponto turístico da cidade. Combinado? Combinadíssimo.

     Na sexta feira, a penúltima do mês, depois do trabalho fomos para o Palácio de Cristal ver o filme da noite: Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet. Como só tinha 200 lugares sentados, assistimos o filme em pé, ocupando o espaço de 4, já que a minha querida bicicleta já estava pronta. O filme foi, coloquemos assim, inesperado para mim. Por mais que já conhecesse a irreverência do Tim Burton com o Johnny Depp não esperava um musical. Mas de graça, o filme já tinha saído na vantagem e a experiência me levou numa viagem ao passado, com a projeção ao ar livre, o vento (frio), o cheirinho a pipoca (esse era bom, pelo menos) e o barulho do projetor do filme.

     Aprendi também uma lição nessa noite: cinema com pipoca é muito bom, mas quando não há concorrência, mesmo a pipoca doce pode ser muito salgada. De qualquer forma, comemos durante o intervalo… porque sim, aqui há intervalo de 10 minutos, mesmo nos cinemas pagos. E como o que é bom é para ser feito de novo, repetimos a experiência também no sábado, mas dessa vez chegamos mais cedo para achar lugar, assistimos O Melhor Amigo da Noiva e não compramos pipoca, óbvio.      Para a sexta e o sábado seguintes, combinamos de ver os dois últimos filmes, porém, não sabíamos que os nossos planos seriam totalmente alterados.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

As sextas-feiras do verão – Parte I

Como eu disse no começo deste blog, o verão por aqui é muito animado e ativo. As ruas estão lotadas de turistas estrangeiros, vemos desde os deuses gregos e italianos, até as musas polacas (polonesas) e romenas. Para mais, temos muitos festivais, dos pequenos e dos grandes, dos pagos e dos gratuitos, dos mais diversos temas e propostas. E foi a um destes, o Festival da Cerveja do El Corte Inglés, e aqui leia-se Super Bock já que era a única patrocinadora e a única marca vendida por lá, que fomos no último feriado. O evento foi pequeno em proporções mas durou uma semana inteira com espaço para consumo da cerveja e shows diários. Nós só passamos por lá na sexta, afinal, alguém tem que trabalhar no dia seguinte, certo?
Demos muita sorte porque exatamente, nessa sexta, adivinhe de onde era a banda atração? Vá lá, use a imaginação… Claro, do Brasil! Esse povo é praga, hein, sô!? E que praga gostosa!!! A apresentação foi do “Água na boca” e tivemos uma hora e meia de música boa e animada. Digo isso porque quem já teve a oportunidade de ouvir música portuguesa sabe do perigo de depressão consequente e olhe que nem estou levando ao extremo do Fado – loucura garantida.

Foi muito bom ver os integrantes saírem das mesas do povão e subirem para o palco. Nessa hora, já tinha começado a encher mais de gente, só que o povo ficou acumulado todo na entrada; o português é muito reservado, põe até o mineiro no chinelo. Enquanto isso, lá perto do palco tinham alguns gatos pingados que só começaram a ter mais companhia lá para o meio do show e depois da promessa de chapéu para os “dançarinos”.

É muito bom ouvir música brasileira, ajuda a me sentir mais perto de casa. O show foi pequeno mas muito bom, deu até para cantar (“Seu guarda, eu não sou vagabundo…”) e rir um tantão – atividade garantida com a companhia da Edite. E parece que cativou o resto do público também, com direito a trenzinho humano. Depois disso, a volta para casa é só alegria e o fim-de-semana já começa com o pé direito.

Posso garantir que o fim-de-semana seguinte também foi muito bom.