domingo, 8 de novembro de 2009

Página virada

É, o blog ficou meio paradinho no segundo semestre de 2009, né?!
Seis meses! Tanta coisa aconteceu nestes seis meses que é difícil contar tudo. Tive de interromper as atualizações do blog para preparar o álbum de 45 anos de matrimônio dos meus Pais, organizar as fotos da viagem ao Norte da Europa e ainda tratar da minha ida para a tão querida Itália. Ufa, foi um sufoco que valeu a pena.
Depois disso, entrei mesmo de cabeça na experiência de voluntariado e de aprendizado da língua italiana, de tal forma que só usava o computador para dar notícias à família, enquanto os e-mails acumulavam e as fotos ficavam sem nome, algumas estão até hoje...
Dois meses depois, era hora de voltar para Portugal, organizar as papeladas e viajar para o Brasil. Que saudade, que correria, de novo! Foram duas semanas intensas de shopping, órgãos públicos, despedidas, incertezas...
Enfim, Brasil, tentar novas descobertas, tentar encontrar caminhos e vontades. Há 3 meses estou de volta, na expectativa...em bom mineirês diria que num sei proncovô...
Nessa, passa o meu aniversário, o Natal e chega o novo ano, desta vez com a maior parte da família, ou seja, na bagunça! Bom demais!
Vejamos o melhor que posso aproveitar esses novos 365 dias!!!
Feliz 2010 a todos!

domingo, 5 de julho de 2009

Alemanha I - Frankfurt e Nürnberg

          Continuando a nossa viagem, agora por terras alemãs, pegamos uma chuva bem pessada na estrada. Felizmente, ela estava andando em sentido contrário e chegamos a Frankfurt naquele período pós chuva. De cara fomos recebidos por um boneco gigante articulado num movimento de martelar. Depois, fui logo lembrada da fama que Frankfurt tem pelos seus arranha-céus (não sei se essa palavra mudou com o novo acordo ortográfico).
          Chegando na cidade, um dos hotéis recomendado na internet não tinha endereço certo, mas estávamos perto da estação e logo achamos um albergue. Cheio!!! Simpático, indicou-nos outro, mas no caminho encontramos um bem em conta. A recepcionista disse que era por causa de uma reserva cancelada, mas desconfiamos que era por causa da região. Quando saímos do hotel, o Beto e o Tio Zé quase foram puxados para dentro das casas de striptease, só respeitavam quando viam Edite e eu perto. A partir daí, virou brincadeira, sempre que chegávamos a uma cidade queríamos saber onde era a "zona vermelha" com os hotéis baratos...

          Como em Bruxelas, saímos para um passeio de começo de noite mas acabamos descobrindo uma cidade histórica pequena e visitando alguns pontos antes do calendário virar a página. Depois acabamos passando aperto porque as lojas estavam fechadas e quase dormimos com o estômago reclamando. Finalmente achamos uns brasileiros, ô praga, não teve uma cidade que não encontramos com uns tantos espalhados, que confirmaram o fechamento das lojas. Acabamos voltando para uma pizzaria que vimos no começo do caminho. Mais uma experiência legal: os donos eram uma polonesa casada com um grego que têm um filho alemão mais a mãe dele. Gente, que bagunça, pizza greco-polaca-alemã!!!
          No dia seguinte, conhecemos a estação e a menina do Serviço de Informação turística que adora o Brasil e que tem um irmão morando no Nordeste. Interessante que esta história se repetiu muitas outras vezes depois. Logo depois partimos para a Maintower, o quarto edifício mais alto da cidade para uma vista panorâmica. Já na entrada tivemos que passar por um detector de metal com revista das mochilas antes de pegar o elevador para percorrer os 190 metros, os outros 9,5m foram de sp2 mesmo. De lá deu para ver os 5 Km do Cinturão Verde construído no lugar da antiga muralha e os principais pontos da cidade antiga. No tempo que ficamos não parou de descer avião para o aeroporto ou de sair/chegar trem na estação.
          Visitamos a Antiga Ópera, a Eschenheimer Turm, a Igreja de Santa Catarina, o Hauptwache, a casa de Goethe e voltamos à Römerberg da noite anterior. A Römerberg é a praça principal da cidade antiga onde era o comércio e tem a Römer, a Fonte da Justiça e a Igreja de São Nicolau. A praça é lindíssima com construções típicas alemãs, do jeito que imaginamos, e bem movimentada; contrário ao nosso receio de comércio fechado no Domingo.
          No geral, encontramos uma cidade bem vazia, apesar da maioria que vimos ser jovem, ainda mais por ser fim de semana num centro urbano. De qualquer forma, saí encantada com Frankfurt, uma mistura harmoniosa de moderno com antigo numa cidade de boa energia e acolhedora. Mesmo o povo, sempre esperei a frieza e a correria "alemã", foi uma experiência positiva. Eles não são calorosos como os brasileiros, acho que ninguém mais é, mas nenhum foi impaciente ou grosseiro, mesmo no restaurante precebemos que não ficavam na conversa com o cliente... são mesmo disciplinados no trabalho e ponto!

          Bom, até aqui, estávamos adiantandos em meio dia no nosso roteiro base enquanto íamos à Nürnberg, uma cidade que parou no tempo. A cidade é toda dentro da muralha que ainda está de pé e tem todas as construções mantendo o estilo de época. Acontece que olhando no mapa nos demos conta de quão próximos estávamos de Munique. Ora, Munique é de peso, né?! O que fizemos? Uma das muitas loucuras: demos uma volta contornando a muralha até o Castelo Imperial, onde ficamos presos alguns minutos por uma chuva de granizo, e voltamos pelo outro lado. Foi visita de médico na qual só apreciamos algumas das muitas fontes da cidade, a vista belíssima a partir do castelo, as principais igrejas e a praça da cidade. Para mim, foi a única cidade que ficou com gostinho de quero mais, mas gostei de pelo menos ter feito essa viagem no tempo pelas ruas de Nürnberg. Para os curiosos http://www.nuernberg.de/internet/portal_e/reiseziel/...
Simbora para Munique que a noite já vem.

Seguindo para a Holanda

          Com o dia bem avançado, saímos de Bruxelas com destino a Amsterdam e nas estradas holandesas sem pedágio fizemos uma viagem bem tranquila até à capital. Já dentro da cidade o estresse é muito grande para quem não está acostumado, apesar de saber os números de bicicletas e a fama da cidade, qualquer lado que olhávamos tinha as luzes das bikes brilhando nas ciclovias, que estão em todas as ruas. Caramba, foi uma tensão enorme sem saber quais as regras de preferência e sinalização, além dos trams elétricos e o desconhecimento das ruas em si. Até que não vimos muitos carros nas ruas, mas também quase não vimos estacionamentos (públicos ou privados) ou mesmo ruas largas para parar em fila dupla. Enfim, depois do que pareceu uma eternidade, uma vaga e foi de lá mesmo que partimos para buscar o hotel, a Pé, claro!
          Daí começou a nossa viagem "alegre" por Amsterdam. O primeiro hostel (algo como uma pensão no Brasil) já vinha com essência de baseado na recepção. Tudo na maior naturalidade, assim como as janelas de luzes vermelhas ao nível da rua que mostravam mulheres pouco vestidas prontas para uma apresentação. As ruas da cidade foram as mais escuras entre todas as que visitamos e estavam cheias de turmas (a pé ou de bike) até altas horas, às vezes com a cabeça alta também. O interessante, é que essa liberdade com o sexo e com as drogas acontece com todo o respeito e no final do passeio já não nos assustava tanto, só um pouquinho.
          Depois de um bom andar, encontramos um hotel com preço bom para o primeiro dia mas nem tanto para o segundo (sexta-feira) e foi a vez de sofrer para levar o carro até lá com as malas. Na verdade, encontramos o caminho não sei como, era tudo igual e escuro.
          Com poucas horas de sono saímos pela a cidade num melindre para atravessar a rua sem entrar na ciclovia, na linha do elétrico ou na frente dos carros. Fomos para a Estação Central de onde podíamos ter o tour gratuito feito com um guia a pé pelo centro da cidade. Acabamos por trocar pelo Touristbus que nos levava pela mesma região com uma parada numa fábrica de diamantes, numa cervejaria e no Museu da Tulipa, tudo típico, mas que não deu para cumprir num só dia de passeio. Não podia faltar, é claro, um tour de barco por outros pontos da cidade que completava o do ônibus. Foi muito interessante com o audio-guia e se não fosse a vista tão bonita o balanço embalava gostoso.
          Foi assim que apreciamos a cidade com seus tantos canais, suas tantas bicicletas num lugar que tudo e todos parecem conviver num a vontade tolerante e liberal. Os bebuns da Edite e o Tio Zé ficaram frustrados por não experimentarem a cerveja, mas comemos a famosa batata frita que valeu por um almoço. No mais, a cidade rendeu boas risadas todas as vezes que passávamos por uns grupos enfumaçados ou sempre que íamos às lojas que tinham charutos, bonequinhos censurados e maconha em doces (pirulito, balas, chicletes...) nas prateleiras sem divisão. Também nos rendeu grande admiração pelos ciclistas que eram de todas as idades, classes e tipos. Os máximos para mim foram um homem de terno e gravata, uma senhorinha de cabelo branco pedalando na maior desenvoltura e uma mulher grávida com barrigão. Abaixo da expectativa só ficou a feira das flores que não foi nem perto do que imaginava.
          No segundo dia, saímos cedo da cidade para o norte em direção ao maior dique da Holanda, o Afsluitdijk. O carinha da loja de lembrança até que foi muito paciente e tentou nos ensinar por uns 5 minutos, depois manteve o sorriso amarelo enquanto tentávamos fazer algo parecido. O dique é enorme, são 32km de auto-estrada com um monumento (chamado O Monumento) no meio. Lá deu para ver claramente a razão do nome Países Baixos, com o mar dum lado alguns metros acima do rio do outro lado do dique. Chegou a causar impressão a diferença de altura, mas a manutenção do lugar é tão boa que nem parece ser de 1932.
          Finalizamos o passeio na Holanda com mais um pouco de estrada e seguimos para a Alemanha continuar a nossa viagem. Foi a primeira vez que pegamos uma chuva fortíssima, mas dentro do carro, sem problema.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Nossa viagem

          Há muito tempo que estávamos planejando esta viagem pelo norte da Europa, pois dos passeios que já tínhamos feito conhecemos um bom pedaço da Espanha e alguns lugares de França. E com tantas mudanças, acabamos por levar mais a sério essa ideia e finalmente a concretizamos. Tivemos ainda uma surpreendente e agradável companhia de um parente de um colega que acabou virando Tio, coisa de brasileiro mesmo.
          Assim que confirmamos, dediquei-me à pesquisa e ao preparo da logística (hotel, possíveis roteiros, preços...). Daí o meu sumiço do blog... E olha que foi muito bom porque melhorei incrivelmente a minha geografia política, mas também mais desgastante do que pensava. O importante é que valeu a pena, graças a Deus, valeu cada minuto de preparo e de curtição!!!
          Acho que a melhor forma de dividir esta experiência com você é através das fotos e um comentário aqui e ali. Quem quiser acompanhar, começo do início mesmo.

          No nosso planejamento, optamos por alugar um carro para termos a liberdade de horário e de alterações. E foi por isso que descemos e saímos por Paris, apesar de já lá termos ido, para pegarmos e devolvermos o carro no mesmo lugar. Só passamos lá a noite e seguimos direto para a Bélgica, entrentanto, parece que os belgas não nos queriam lá. As estradas terminavam sempre numa principal em obra e acabamos passando a fronteira sem dar por isso.
          Em Bruxelas, mais obras! Deixamos o carro estacionado, as malas no albergue e fomos para uma caminhada despretensiosa. Acontece, que o centro da cidade é tão pequeno, que vimos tudo em menos de 4 horas numa caminhada leve. Daí, mudamos os planos e diminuímos para um dia a nossa estadia por lá. Enquanto o pessoal voltou para o hotel, sem direito a toalha (que trauma), resolvi andar pela cidade para ver os desenhos em quadrinhos pintados em vários prédios; foi dos detalhes da cidade que mais me chamou a atenção na pesquisa e não podia ir embora sem conferir. Acabei não encontrando o do Asterix e Obelix que mais queria mas adorei os que vi. Voltei tarde e acho que foi esse sono que me passou um aperto de não encontrar a câmera no dia seguinte.

          Tudo superado, pegamos o carro para visitar os prédios da sede do Parlamento Europeu em Bruxelas, passamos pela Basílica do Sagrado Coração (linda!!! e enorme!!!) e fomos até o Atomium, sede da Expo de 1958. As obras mais a falta de tempo não deixaram que fôssemos também ao Mini-europe, uma atração com os principais pontos turísticos europeus em miniatura, e partimos para a cidade comprar as últimas lembranças e os objetos de coleção.
          Ainda deu tempo de comermos um waffle, que segundo li é típico de Bruxelas, mostrar para os outros o Manneken Pin, que eu tinha visto na noite anterior. É uma estátua de um menino fazendo xixi e que é o símbolo da cidade. O legal é que quando fui ele não estava vestido e nesta hora tinham colocado uma roupa dourada com o escudo da Polònia em comemoração dos 20 anos de independência do país; mais tarde vimos a bandeira do país também no Atomium, onde antes estava a da Bélgica. Saímos da cidade logo depois de comprarmos mais uns chocolatezinhos, claro.
          Mais uma vez, alteramos a rota quando vimos umas construções interessantes que acabamos descobrindo ser a Torre Japonesa, o Pavilhão Chinês e a estufa no Palácio de Laeken, residência real. Voltando para o carro fomos seguir o Dalai Lama num caminho alternativo e demos uma volta imensa mas que compensou pelo parque maravilhoso que conhecemos, pela quantidade de coelhinhos que vimos e pelo passeio que fizemos.
          Mesmo com um dia a menos, saímos de Bruxelas satisfeitos com a visita e na expectativa para Amsterdan. E assim que já tiver organizado e selecionado as fotos, volto para contar mais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Carinho

          Tenho muitas novidades que já começam a se chamar "velhidades" mas vou atropelar um pouco a ordem cronológica para contar a alegria de se ter uma família querida. Com dois amigos vindo passear pela Europa, tratei de pedir aos meus Pais alguns itens básicos para a minha sobrevivência e que são mais baratos no Brasil; são trocados que fazem um bom montante...
          No sábado passado, recebi meu tênis de corrida liiiiiiiiiiindo!!! Perfeito para o meu gosto e para os meus pés, impressionante a memória deles para agradar aos dois. Além disso, recebi tudo o que pedi, sempre com uma quantidade máxima que podiam enviar. É muito gostoso ver desde o trabalho que tiveram para sair, procurar, comparar, confirmar, escolher, comprar, embalar e enviar. Tudo devidamente cuidado e cheio de BOA energia!!!!

          Quem diz que são os Avós que estragam as crianças, esqueceu de de lembrar que os Pais também são más influências. Na primeira fotos, puderam ver todas as coisas saudáveis que pedi para me cuidar. Pois é, acontece que junto com o segundo amigo, vieram todas as tentações possíveis (Diamante Negro, geléia, doce de leite, goiabada, queijo, pé de moleque e empadas feitos pela D Rachel),... Ai, meu Deus!!!... e um miminho delicioso para usar no Verão!
          Já fiz um plano para todos os quitutes, um em cada dia! Será que consigo? Só o Queijo Minas, nem acredito que veio, será uma exceção, afinal ele é salgado, né!? Hummmmmmmmmmm! Vou já sumir com a balança, porque se não engordar comendo tudo isso, com certeza que vou inchar por causa do carinho nos bilhetinhos com os quais eles embrulharam tudo!
          Ai, que bom!!! Não podia deixar de partilhar tanto carinho com vocês, né!?
          Até!

domingo, 29 de março de 2009

                              Olá a todos!



          Hoje, dia 29 de Março, começou o horário de Verão em Portugal que vai até 25 de Outubro. Assim, como toda brincadeira tem um fundo de verdade, tudo o que é sério por aqui tem um Quê cômico. É que o acerto do relógio português não é feito na mudança do dia, mas só à 1h da manhã. Vai saber! Enfim, veneno a parte, agora estamos com 4 horas de diferença com o Brasil.
          Venha o Verão, que já deu as caras por aqui nesses últimos dias, apesar deste fim-de-semana estar mais fresco.

          Mas continuo amando vocês todos!!!

                    Super beijos adiantados!



domingo, 1 de março de 2009

Fênix


          Muito bem, falta dizer porque demorei tanto para dar notícias.
          A viagem para Londres foi tudo e mais um pouco e terminou exatamente no início da semana que o Beto, meu irmão, passou aqui no Porto. Com ele aqui, foi muito bom ver como aquelas pessoas que nós amamos podem estar longe mas que bastam segundos para que estarmos em sintonia. Brincamos muito, conversamos bastante, matamos a saudade e ficamos esgotados. Acho que nunca fui a tanta loja como nessa semana, ainda bem que pelo menos era na área da tecnologia que me encanta, senão...
          Beto e eu curtimos a cidade como turistas enquanto a Edite trabalhava. Fizemos coisas simples como andar na rua e curtir a paisagem, almoçamos em lugares diferentes (claro que buscávamos a Edite), sempre acordando cedo e dormindo só quando o cérebro e a boca não trabalhavam em conjunto; e olha que a Edite não cedia primeiro, ou melhor, muito antes.
          No final da semana, fomos à Espanha. Saímos só com o mapa ainda na sexta depois de buscar a Edite e vimo-nos desabrigados na cidade que seria a primeira por causa do Carnaval, parece que tem tradição lá. Fomos um pouco mais para frente procurar outra cidade onde um português falando em espanhol acabou nos levando até o hotel, ainda bem porque os 7 quilômetros dele mais pareceram 20. Refeitos fomos a Ávila, terra de Santa Teresa d'Ávila, uma cidade maravilhosa cercada por muralha e preparada para o carnaval de rua.
          Passamos a noite em Salamanca, outra cidade histórica pequena mas de encher qualquer máquina fotográfica. Um jantar leve no Pizza Hut, cama e levantar cedo para ver mais um pouco da cidade antes de pegar a estrada novamente. Na verdade, era para eu ter acordado mais cedo, só esqueci do fuso horário diferente... ainda bem que tinha deixado a mala pronta.
          Nossa última parada foi em Ciudad Rodrigo, que ainda estava muito cheia. Para além das belas igrejas e construções históricas ficamos empolgados com a animação das pessoas nas ruas e as bandinhas espalhadas.
          Voltamos para casa ainda no meio da tarde com a satisfação de sempre após passar por Espanha e divertirmo-nos em conjunto. Recarregados para começar a despedida do Beto e voltar à rotina depois da Quarta-feira de Cinzas.

A viagem e o povo

        Demorei, mas antes tarde do que nunca, certo?!
        A viagem correu maravilhosamente e trouxe muitas surpresa, tanto da minha personalidade quanto do povo londrino. A minha única preocupação antes de ir era passar pela Imigração no aeroporto, mas foi ali mesmo que começou a paixão pela simpatia do povo.
        Já disse que gosto de aventuras mas essa viagem começou por ser impulsiva demais, pois não tive tempo para saber mais sobre Londres e escolher os lugares a conhecer. Então, ainda no avião perguntei ao meu amigo, que tinha compromissos na cidade, os lugares que valiam a pena. Cheguei ao hotel na madrugada de quarta e pela manhã peguei um panfleto de cada roteiro daqueles distribuídos na recepção dos hotéis.
        Aos poucos comecei a localizar-me na cidade e saber os pontos importantes e como deslocar. Passei a primeira noite a ler todos os panfletos, apontar no mapa aqueles que interessavam por prioridade e tentar aprender mais. Todo o interesse que tinha por Londres baseava-se na fantasia dos filmes e nas figuras do telefone vermelho e do autocarro duplo, só que a estadia encantou muito mais. Para qualquer dúvida que tinha, os ingleses sorriam e respondiam calmamente, mesmo os funcionários do correio, do autocarro e do metro que não sorriram não deixaram de ser atenciosos. Muitas vezes fui surpreendida por um homem dar a passagem para mim ou por alguém pedir desculpa de estar atrapalhando o caminho... Nada da frieza ou da superioridade que esperava, perdi a conta de quantos se ofereceram para tirar a minha foto enquanto tentava aparecer na foto de um ponto turístico...
        O clima é que não surpreendeu. Na verdade, Deus abençou essa viagem porque deu-me 4 belos dias de sol, nenhum com o nevoeiro típico, chuvas só à noite e até uma tarde de neve. O frio era logo no corredor do hotel, não teve um dia que saí sem o casaco acolchoado e nenhuma noite que não usei uma blusa extra, além das luvas e do cachecol. A única dificuldade era para tirar as fotos, as mãos até doíam, e tive que alternar entre elas para ficar sem luva e segurar a máquina... mais tarde desenvolvi um truque para conseguir mexer na máquina com as duas protegidas.
        Da alimentação, fiquei abismada com a falta de variedade das frutas no supermercado já que evitei as lanchonetes e os restaurantes. Comprava tudo e preparava no hotel antes de sair, a parte mais difícil era beber a água gelada na temperatura ambiente. No mais, pude experimentar o café da manhã inglês tradicional que, na verdade, me serviu de almoço por conta das salsichas, do feijão, dos ovos e do cogumelo. Ainda bem que com o tanto que andei, não precisava preocupar-me com as calorias...
        Por fim, não posso deixar de dizer o meu maior medo na capital inglesa. Não, nada sobre estar sozinha num lugar desconhecido, o meu horror diário era o de ser atropelada. Os carros andam do lado errado, caramba! Por mais que alguns cruzamentos tivessem escrito no chão para qual lado deveria olhar, sempre tinha a impressão que algum carro ia aparecer do nada. Se no Porto, tento sempre passar nas passadeiras/faixas de pedestres, lá fazia mais questão ainda. Só que a sensação continuava. Credo, era muito estranho ver os carros fazendo as curvas e entrando na faixa "errada", acabava por olhar 3 ou 4 vezes para os DOIS lados antes de atravessar, mesmo nas ruas de mão única. Ah, e nessa brincadeira, quase que perdi o ônibus num dia. Estava tranquilamente sentada na paragem e de repente umas duas pessoas levantam: é que o autocarro vinha do lado direito... ainda bem que não estava sozinha. Sinceramente, foi a única coisa com a qual não consegui acostumar-me. Como diria o Obelix, "Esses ingleses são todos uns loucos".
        Enfim, nas primeiras horas de segunda-feira viajei para o aeroporto de Stansted, cerca de 1h40, embarquei para Portugal e fui mais uma vez abençoada com um nascer do sol maravilhoso e o reencontro com o meu irmão no aeroporto. Detalhe, só no segundo dia de volta é que parei de pensar como deveria perguntar informações em inglês.
        Resumindo, ô trem bão demais da conta, sô!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Em Londres

          Olá pessoal!

          Muito bem, está muito frio por aqui, perto ou abaixo do 0 grau mas temos tido sol pela manhã, o que ajuda a esquentar. Ontem (quarta) choveu no final do dia e começo da noite. Brrrrrrrrrrrr!

          Até agora estou supresa pela positiva com os ingleses: muito simpáticos, prestáveis e atletas. Quando voltar conto mais detalhes.

          Bom, vou lá curtir mais um pouco, só passei para dar notícias e partilhar esta alegria!

          Super beijos,

          Cheers!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Aventura

Como alguns sabem eu adoro viajar, talvez como boa sagitariana aventureira!!! Então, deixo registrado aqui o início de uma viagem super aventura!
Aventura porque foi uma idéia que começou na passada quinta, amadureceu no fim de semana e se confirmou ontem.

Hoje começa a minha viagem para Londres.


Então, pessoal, até a próxima segunda! Prometo escrever.

Cheers!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Apanhado

        Bom, esse começo de ano está um pouco atrasado por aqui, não está? Acontece que a dor nas costas mexeu um bocado com o meu humor, não estava nada disposta a voltar a trabalhar ou mesmo mexer no computador, incrível, não?! Apesar disso, os acontecimentos não param e fui passando com o carinho dos amados.
        Para atualizar, estreamos o ano com uma Discoteca (acho que já comentei que Boate aqui soa mais a Guaicurus, né?!) entre boas amigas. Não pude me acabar de dançar porque a dor ainda não tinha sumido na época, mas pudemos dar boas risadas dos pirralhos que lotavam o lugar. Depois disso, tive duas belas visitas: numa bela noite, a Lua acompanhou-me no caminho do supermercado com uma presença silenciosa e imponente. Alguns dias mais tarde, bem mais tímida, quem apareceu foi a neve com pequenos flocos que dissolviam logo no contato com o solo mas que trouxe alegria para todos aqui, afinal o fenômeno é raro (mais de 26 anos) em cidades litorâneas como Vila Nova de Gaia.
        Se os acontecimentos não param, vinte dias trazem muito assunto, não posso deixar de lembrar do dia que a Edite escolheu voltar pelo caminho da praia com a então doentinha mesmo à hora do pôr-do-sol, o meu momento preferido do dia. L-I-N-D-O! E para completar o ciclo carinho, mais precisamente no sábado passado, encontramos com nossos queridos amigos brasileiros (mais uma portuguesa, agora) para uma macarronada carioca. Sábia é a minha Avó que sempre quer um estômago extra igual aos camelos.
        Só para concluir, não posso deixar de falar do tempo, mesmo que não seja por falta de assunto. O frio aqui está forte, mais do que conseguia lembrar, mas essa semana teve muita chuva que aumenta agradavelmente a temperatura. E como bom Inverno, não há trégua e temos surpresas todos os dias com muito vento ou como a quinta-feira que passou completamente coberta por uma nuvem baixíssima. Depois de ver o filme do Stephen King, não é muito encorajador.
        Hoje termino por aqui, mas já podem reservar um tempinho na segunda-feira, terei novidade, mais do que boa, garanto. Até lá e bom fim de semana!!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ano Novo

          Desde que estou por aqui ouço falar dos fogos que acontecem sempre na virada do ano e no dia de São João. Nunca tinha interessado por sair de casa e ver, mas como pode ser o último ano que passo aqui resolvi conferir. Muito frio, muita chuva, mas esta só antes da festa, e muito astral.
      Edite e eu nos emperiquetamos e agasalhamos, claro, e fomos para o Cais de Gaia. Não tinha tanta gente como esperava mas o pessoal parecia animado e muitos grupos levaram garrafas de champanhe (aqui tem marcas baratas) e muitas fotos. Acabou que resolvemos subir para o ponto mais alto ao invés de ficar perto do rio para termos uma vista bonita acima e abaixo.
          Na hora mesmo da virada, foi estranho porque era suposto ter show de fogos dos dois lados do rio, Porto e Gaia, mas a segunda teve uma apresentação simples e pouco atraente. Então, foi melhorar o zoom, manter o dedo no obturador enquanto os fogos coloriam e enfeitavam o céu e deixar os "Bom 2009!" para mais logo. Cheguei até a ficar preocupada, afinal coloquei a câmera no disparo sequencial e só havia espaço para 2096 fotos no cartão, pode rir porque exageros a parte foram 519 fotos em menos de uma hora. Ah, pois! O show foi muito bonito, ainda curtimos um pouco os barcos iluminados que tinham pacotes para o evento lá no Douro e depois voltamos para ceiar.
      Inicialmente, a idéia era de ceiarmos antes dos fogos, sabe como é, para ajudar a manter a linha, mas tivemos um papo gostoso com o Beto na altura. Foi uma troca prazerosa! Assim como a ceia. Matei a minha vontade de comer o salpicão tradicional da minha Mãezinha com arroz e farofa! Hum... bom demais! Deu até para esquecer da linha, ainda mais com as caipirinhas que a Edite fez para completar o cardápio brasileiro.


      Bom demais mesmo! Que sejam 2009 bons demais!