domingo, 5 de julho de 2009

Seguindo para a Holanda

          Com o dia bem avançado, saímos de Bruxelas com destino a Amsterdam e nas estradas holandesas sem pedágio fizemos uma viagem bem tranquila até à capital. Já dentro da cidade o estresse é muito grande para quem não está acostumado, apesar de saber os números de bicicletas e a fama da cidade, qualquer lado que olhávamos tinha as luzes das bikes brilhando nas ciclovias, que estão em todas as ruas. Caramba, foi uma tensão enorme sem saber quais as regras de preferência e sinalização, além dos trams elétricos e o desconhecimento das ruas em si. Até que não vimos muitos carros nas ruas, mas também quase não vimos estacionamentos (públicos ou privados) ou mesmo ruas largas para parar em fila dupla. Enfim, depois do que pareceu uma eternidade, uma vaga e foi de lá mesmo que partimos para buscar o hotel, a Pé, claro!
          Daí começou a nossa viagem "alegre" por Amsterdam. O primeiro hostel (algo como uma pensão no Brasil) já vinha com essência de baseado na recepção. Tudo na maior naturalidade, assim como as janelas de luzes vermelhas ao nível da rua que mostravam mulheres pouco vestidas prontas para uma apresentação. As ruas da cidade foram as mais escuras entre todas as que visitamos e estavam cheias de turmas (a pé ou de bike) até altas horas, às vezes com a cabeça alta também. O interessante, é que essa liberdade com o sexo e com as drogas acontece com todo o respeito e no final do passeio já não nos assustava tanto, só um pouquinho.
          Depois de um bom andar, encontramos um hotel com preço bom para o primeiro dia mas nem tanto para o segundo (sexta-feira) e foi a vez de sofrer para levar o carro até lá com as malas. Na verdade, encontramos o caminho não sei como, era tudo igual e escuro.
          Com poucas horas de sono saímos pela a cidade num melindre para atravessar a rua sem entrar na ciclovia, na linha do elétrico ou na frente dos carros. Fomos para a Estação Central de onde podíamos ter o tour gratuito feito com um guia a pé pelo centro da cidade. Acabamos por trocar pelo Touristbus que nos levava pela mesma região com uma parada numa fábrica de diamantes, numa cervejaria e no Museu da Tulipa, tudo típico, mas que não deu para cumprir num só dia de passeio. Não podia faltar, é claro, um tour de barco por outros pontos da cidade que completava o do ônibus. Foi muito interessante com o audio-guia e se não fosse a vista tão bonita o balanço embalava gostoso.
          Foi assim que apreciamos a cidade com seus tantos canais, suas tantas bicicletas num lugar que tudo e todos parecem conviver num a vontade tolerante e liberal. Os bebuns da Edite e o Tio Zé ficaram frustrados por não experimentarem a cerveja, mas comemos a famosa batata frita que valeu por um almoço. No mais, a cidade rendeu boas risadas todas as vezes que passávamos por uns grupos enfumaçados ou sempre que íamos às lojas que tinham charutos, bonequinhos censurados e maconha em doces (pirulito, balas, chicletes...) nas prateleiras sem divisão. Também nos rendeu grande admiração pelos ciclistas que eram de todas as idades, classes e tipos. Os máximos para mim foram um homem de terno e gravata, uma senhorinha de cabelo branco pedalando na maior desenvoltura e uma mulher grávida com barrigão. Abaixo da expectativa só ficou a feira das flores que não foi nem perto do que imaginava.
          No segundo dia, saímos cedo da cidade para o norte em direção ao maior dique da Holanda, o Afsluitdijk. O carinha da loja de lembrança até que foi muito paciente e tentou nos ensinar por uns 5 minutos, depois manteve o sorriso amarelo enquanto tentávamos fazer algo parecido. O dique é enorme, são 32km de auto-estrada com um monumento (chamado O Monumento) no meio. Lá deu para ver claramente a razão do nome Países Baixos, com o mar dum lado alguns metros acima do rio do outro lado do dique. Chegou a causar impressão a diferença de altura, mas a manutenção do lugar é tão boa que nem parece ser de 1932.
          Finalizamos o passeio na Holanda com mais um pouco de estrada e seguimos para a Alemanha continuar a nossa viagem. Foi a primeira vez que pegamos uma chuva fortíssima, mas dentro do carro, sem problema.

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