domingo, 5 de julho de 2009

Alemanha I - Frankfurt e Nürnberg

          Continuando a nossa viagem, agora por terras alemãs, pegamos uma chuva bem pessada na estrada. Felizmente, ela estava andando em sentido contrário e chegamos a Frankfurt naquele período pós chuva. De cara fomos recebidos por um boneco gigante articulado num movimento de martelar. Depois, fui logo lembrada da fama que Frankfurt tem pelos seus arranha-céus (não sei se essa palavra mudou com o novo acordo ortográfico).
          Chegando na cidade, um dos hotéis recomendado na internet não tinha endereço certo, mas estávamos perto da estação e logo achamos um albergue. Cheio!!! Simpático, indicou-nos outro, mas no caminho encontramos um bem em conta. A recepcionista disse que era por causa de uma reserva cancelada, mas desconfiamos que era por causa da região. Quando saímos do hotel, o Beto e o Tio Zé quase foram puxados para dentro das casas de striptease, só respeitavam quando viam Edite e eu perto. A partir daí, virou brincadeira, sempre que chegávamos a uma cidade queríamos saber onde era a "zona vermelha" com os hotéis baratos...

          Como em Bruxelas, saímos para um passeio de começo de noite mas acabamos descobrindo uma cidade histórica pequena e visitando alguns pontos antes do calendário virar a página. Depois acabamos passando aperto porque as lojas estavam fechadas e quase dormimos com o estômago reclamando. Finalmente achamos uns brasileiros, ô praga, não teve uma cidade que não encontramos com uns tantos espalhados, que confirmaram o fechamento das lojas. Acabamos voltando para uma pizzaria que vimos no começo do caminho. Mais uma experiência legal: os donos eram uma polonesa casada com um grego que têm um filho alemão mais a mãe dele. Gente, que bagunça, pizza greco-polaca-alemã!!!
          No dia seguinte, conhecemos a estação e a menina do Serviço de Informação turística que adora o Brasil e que tem um irmão morando no Nordeste. Interessante que esta história se repetiu muitas outras vezes depois. Logo depois partimos para a Maintower, o quarto edifício mais alto da cidade para uma vista panorâmica. Já na entrada tivemos que passar por um detector de metal com revista das mochilas antes de pegar o elevador para percorrer os 190 metros, os outros 9,5m foram de sp2 mesmo. De lá deu para ver os 5 Km do Cinturão Verde construído no lugar da antiga muralha e os principais pontos da cidade antiga. No tempo que ficamos não parou de descer avião para o aeroporto ou de sair/chegar trem na estação.
          Visitamos a Antiga Ópera, a Eschenheimer Turm, a Igreja de Santa Catarina, o Hauptwache, a casa de Goethe e voltamos à Römerberg da noite anterior. A Römerberg é a praça principal da cidade antiga onde era o comércio e tem a Römer, a Fonte da Justiça e a Igreja de São Nicolau. A praça é lindíssima com construções típicas alemãs, do jeito que imaginamos, e bem movimentada; contrário ao nosso receio de comércio fechado no Domingo.
          No geral, encontramos uma cidade bem vazia, apesar da maioria que vimos ser jovem, ainda mais por ser fim de semana num centro urbano. De qualquer forma, saí encantada com Frankfurt, uma mistura harmoniosa de moderno com antigo numa cidade de boa energia e acolhedora. Mesmo o povo, sempre esperei a frieza e a correria "alemã", foi uma experiência positiva. Eles não são calorosos como os brasileiros, acho que ninguém mais é, mas nenhum foi impaciente ou grosseiro, mesmo no restaurante precebemos que não ficavam na conversa com o cliente... são mesmo disciplinados no trabalho e ponto!

          Bom, até aqui, estávamos adiantandos em meio dia no nosso roteiro base enquanto íamos à Nürnberg, uma cidade que parou no tempo. A cidade é toda dentro da muralha que ainda está de pé e tem todas as construções mantendo o estilo de época. Acontece que olhando no mapa nos demos conta de quão próximos estávamos de Munique. Ora, Munique é de peso, né?! O que fizemos? Uma das muitas loucuras: demos uma volta contornando a muralha até o Castelo Imperial, onde ficamos presos alguns minutos por uma chuva de granizo, e voltamos pelo outro lado. Foi visita de médico na qual só apreciamos algumas das muitas fontes da cidade, a vista belíssima a partir do castelo, as principais igrejas e a praça da cidade. Para mim, foi a única cidade que ficou com gostinho de quero mais, mas gostei de pelo menos ter feito essa viagem no tempo pelas ruas de Nürnberg. Para os curiosos http://www.nuernberg.de/internet/portal_e/reiseziel/...
Simbora para Munique que a noite já vem.

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