sábado, 29 de novembro de 2008

Novo

          Novo ciclo, novo Blog, ou pelo menos nova cara!

          Pois é, há um ano atrás ainda era inocente e acreditava em todos, principalmente na minha família. Mas foi neste dia que descobri uma mentira de mais de meio ano quando meus Pais chegaram de surpresa na casa dos amigos Medeiros. Até a "prima do cocô do filhote do cachorro" (segundo Vander Lee) do vizinho sabia da armação e eu aqui... ok, vamos combinar um Skype!
Bom demais, essa galera é show!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Bungee Jumping VII - O Final

         O vento era quem me embalava nesse momento e o guindaste começou a baixar-nos, foi quando voltei a ouvir a música da feira. Logo, ainda num turbilhão de pensamentos e check-up para ver se estava tudo no lugar, o monitor do solo perguntou se estava bem. Bem, incrivelmente, é claro!... Só precisava era colocar a cabeça no lugar, literalmente. O monitor pegou as minhas mãos e pediu que levasse a cabeça aos joelhos enquanto puxava para cima do colchão.
         O chão!!! Eu sentia a cara quente, a adrenalina a toda, um leve incômodo na nuca e só sabia sorrir. O monitor começou a retirar todos os apetrechos de segurança e a empolgação era tanta que nem o vi desapertar-me as tornozeleiras (sem marcas). Ainda não acreditava no que tinha feito. Valeu demais!!!, foi só o que pude dizer quando os dois monitores perguntaram o que achava. Detalhe, segundo o do solo, poucas pessoas pulam de primeira e tão rápido como eu… deixa ele acreditar nisso!
         Foi um dia incrível, às vezes parece que aconteceu com outra pessoa, talvez, daí a vontade de registrar por aqui. Espero que tenham curtido a história quase tanto quanto eu, quem sabe nos encontramos em outro esporte radical, já fica aqui uma sugestão que a DINha enviou…

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bungee Jumping VI

         A minha resposta não tardou nada: ótimo, pode me empurrar, então!!! Ergui os braços – mais, ele recomendou – para não bater na grade e só senti o monitor segurar-me pelo cinto e pela gola da blusa. Então???
         Cara, foi um leve momento sem qualquer sensação! Acho que nenhum dos meus sentidos estava a ser estimulado, ou pelo contrário, estavam de tal forma sobrecarregados que o cérebro resolveu ignorá-los. Depois da Peridural fui uma verdadeira maçã da Lei de Newton,
senti a gravidade aumentando e gritei como pude na tentativa de aumentar ainda mais a adrenalina do momento (conhecimento adquirido na montanha russa). Sinceramente, o chão não se aproximou o suficiente para preocupar-me com ele, já a sensação de liberdade e do Nada foi deliciosa! Impressionante!!! Demais! Maravilhoso! Segundos/minutos intensos de vazio!
         Espera aí, falta qualquer coisa, certo? Com certeza, eu tinha uma corda nos pés lembra? Presa lá em cima, ok? Logo, a queda termina (se não lá no chão) com um puxão para cima. E não preciso dizer que preferia o menos doloroso. Daí, sim, o esticão! Foi uma sacudida geral muito forte, por mais que esperasse, não sabia a hora certa. Foi um repente! Não senti a coluna coo receava mas as minhas idéias ficaram bem misturadas (ah, entendi porque falam que o Bungee Jumping mexe com a cabeça do povo!!!).


         Se a primeira queda foi toda aquela sensação de leveza, o puxão chamou para realidade e para uma nova queda em câmera lenta, quase mágica, como se aquela paz inesperada se prolongasse. Eu já tinha visto vários pulos e sabia que o segundo repuxo também era forte mas o prazer de estar lá deixou as minhas idéias bem misturadas (ah, entendi porque falam que o Bungee Jumping mexe com a cabeça do povo!!!). No momento, pareceu-me até ter sido mais forte pelo fator surpresa. Caramba, além de baralhada, parecia que o meu sangue todo resolveu visitar a cabeça. Que pressão!!! Enquanto balança lá em cima, cada vez mais suave e devagar, o coração mudou-se para o cabelo e a perna ardia levemente onde tinha as tornozeleiras. Enfim, relaxei, parei de gritar, para não parecer louca (mais!), e foi a primeira vez que vi o mundo lá embaixo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Bungee Jumping V

         As novidades não paravam de chegar. Nessa hora, a Edite confirmou a qualidade da câmera, mas as pilhas não resistiram aos testes todos: Sheila, não fica chateada mas a câmera está ficando sem pilha… falar o quê? A adrenalina já estava tomando conta. Muito bem, em pé e toda equipada, era hora de subir. O monitor da plataforma recebeu-me, prendeu mais um gancho no meu cinto e alertou sobre o peso que o elástico proporciona nas pernas durante a subida. Tal e qual, começamos a subir, o elástico pesou mais do que esperava e as orientações vieram: não olhar para baixo, pular como para uma piscina (é um complô) e não segurar em nada. Foi fácil, pelo menos a primeira parte…
         Não percebi a subida enquanto conversava com o monitor sobre a altura do salto (50 metros), a do seu recorde pessoal (120 metros) e habituava-me com o peso da corda. Lá em cima (ups, primeira olhada para baixo e como era alto!), a plataforma foi estabilizada por outro cabo e era tudo silêncio. O horizonte estava lindo, o céu completamente azul, o vento muito quieto e parecia tudo em suspenso. A experiência de estar prestes a saltar foi completamente surreal. Não veio o esperado frio na barriga e o pensamento, sei lá onde ele se meteu. Só sei que estava ali, pronta e sem noção do perigo.
         Passo a passo, retirada do gancho que me ligava a plataforma e mais uma recomendação de soltar o corpo de uma só vez. Só um porém, tinha esvaziado os bolsos antes da subida, mas o monitor pediu que tirasse os brincos de argola e colocar onde? Se nos meus não podia que fosse nos dele então, muito atencioso, que ainda cuidou de prender bem a minha blusa por baixo do cinto de segurança.
         Pronta? Muito bem, pés na entrada da plataforma e pode saltar quando quiser. O olhar para frente pesou e pude ver as formiguinhas lá embaixo. Acho que não estava preocupada com a queda, até porque não visualizava o pulo em si. E assim, parti para o salto tomando impulso com as mãos na grade da plataforma, com as pernas pesadas do elástico e jogando o corpo para frente. Só que nesta hora, o instinto falou mais alto e minhas mãos apertaram ainda mais a segurar-me por lá mesmo. Ainda ameacei um novo impulso mas minhas mãos não estavam muito de acordo e comecei a rir de nervoso. Nisso, uma voz surge além da minha concentração… Credo! Já tinha até esquecido que não estava sozinha, era o monitor perguntando se queria ajuda, ufa!
         Pensando agora, friamente, não posso dizer que dei uma resposta normal, mas no contexto do dia, foi totalmente esperada. Eu acho…

sábado, 8 de novembro de 2008

Bungee Jumping IV

         Já estava claro que uma só pessoa não conseguiria filmar com a câmera e fotografar com o telemóvel (celular), nem mesmo a Edite… assim, precisava escolher alguém do grupo à nossa volta. Alguém conhece um dito que diz que as aparências enganam? Eu tinha duas candidatas possíveis para fotógrafa temporária: a menina do grupo de jovens e uma mulher que estava o observar a pouca distância. Escolhi obviamente a segunda porque não estava no grupo da farra e ela aceitou. Quando mostrava-lhe como tirar fotos no meu telefone, ela ofereceu usar a própria câmera e enviar as fotos por e-mail. Ora, isso pode passar por normal entre nós brasileiros mas é algo totalmente atípico nesta terra. Ainda em choque pedi para a Edite guardar o telemóvel, entretanto ela avisou-me que atravessaria a rua para ficar à sombra, pelo que só relembrei que era a próxima.
          _ Nº5!
         Entreguei timidamente o meu papel, aquele da responsabilidade, ao monitor do solo, aproximei-me do centro e mandei um sorriso satisfeito para a Edite. A fotógrafa, sumiu, mas desta vez não fiquei surpreendida, foquei no salto e continuei empolgada. O 4º já estava pronto para saltar enquanto o monitor perguntou-me se já tinha ido alguma vez, serve pular da varanda? Para ajudar, explicou que eu devia pular como para uma piscina, mal sabia ele que na última aula de natação vacilei por uma eternidade para saltar do Bloco de largada. Será que ele não tinha outra comparação mais adequada? Uau, o carinha saltou, ricocheteou, desceu, deitou e tirou os itens de segurança… são e salvo. Vamos?
         Fui para o colchão, que pela espessura não servia para possíveis quedas, no máximo evitava que sujássemos o chão. Vesti o cinto de segurança, que mais se assemelha a um short bem justo e sentei-me para colocar as tornozeleira com o elástico do salto surgindo delas. Elas ficam bem apertadas, com a calça presa para dentro, mas a da perna esquerda ficou com parte do velcro solto, o que me incomodou um bocado. Peraí, isso não pode ficar só meio apertado… ao mesmo tempo que conversava com o monitor, apertei melhor o resto do velcro, que ele voltou a soltar. Hum!!! Poucos segundos (eternos) depois, a explicação: para além do elástico preso nas tornozeleiras, o monitor passou uma corda por dentro do velcro ainda solto e prendeu-o com um gancho no meu novo cinto de utilidades. O interessante é que esse gancho e corda eram mais do que meros equipamentos de segurança, também substituíam o puxão de mão para me ajudar a levantar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bungee Jumping III

         Muito bem, como para qualquer comportamento saudável e seguro, ao fazer a inscrição para o salto, foi-me apresentado um termo de responsabilidade. Nesse entremeio, acho que para encorajar a decisão para a positiva, os testes (ou cobaias) fizeram os primeiros saltos do dia. Basicamente, precisei reconhecer no termo de responsabilidade que além do problema mental, não tinha qualquer deficiência física, nomeadamente de coluna, articulações ou coração. Além disso, confirmar que os perigos conhecidos e desconhecidos (???) do Bungee jumping eram da minha alçada, exceto por um erro de segurança no equipamento. Após assinar, informar telefone de emergência e fornecer os dados pessoais precisei enfrentar o que amedrontaria a muitas mulheres, mais do que o salto em si, uma Balança. Preocupada com isso, a monitora foi logo avisando que o peso seria para mais por margem de segurança. UFA!!!
         Feito! Agora, é só esperar a corda funcionar as 4 primeiras vezes e pelo menos uma a mais. Nesta hora, meu estômago estava feliz com o “modesto” sanduíche e o meu cérebro tranquilo como se eu fosse atravessar a rua. E essa tranquilidade era partilhada pela monitora que mediu o tempo da minha espera como o suficiente para que eu fizesse um lanche. Ou terá sido ironia? Já a minha super acompanhante, esta não demonstrava a mesma confiança – prefiro acreditar nisso do que pensar que a sua presença tinha apenas um interesse financeiro – e insistiu em gravar um testamento na câmera, para evitar qualquer responsabilidade pelo que eu ia fazer… encorajadora, hein?!

         O tempo ajudou bem a experiência. O dia até acordou com muita neblina e ameaçando chuva, mas naquela hora já tinha céu limpo e sol forte. Para completar a maré de sorte, neste dia os saltos demoravam muito menos do que na semana anterior. A minha vez se aproximava e como o monitor do solo chamava com antecedência, aproximei-me do mesmo grupo que estava à minha frente na inscrição. Daí, o momento de uma conversa muito profunda entre Edite e eu para tentarmos um registro bem completo: o que documentaria melhor entre filmagem e fotografias, entre a câmera e o celular, ainda era possível implantar um braço extra para ela fazer as duas coisas ao mesmo tempo? E eu era a seguir…


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Bungee Jumping II

         A semana passou muito rápida por causa do trabalho e a ideia ficou tão certa na minha cabeça que parecia algo rotineiro. Enfim, o sábado! Fui trabalhar normalmente pela manhã, mas antes pegamos emprestada uma câmera fotográfica, já que a nossa ficou no Brasil. Combinei com a Edite dela buscar-me mas cedo no trabalho para chegar antes e fazer a minha inscrição. Trabalhei o mais que pude pela manhã e bem na hora do almoço, ei-la que chega. Chegamos no evento meia hora atrasadas mas as inscrições ainda não estavam abertas. Ficamos muito tempo na fila e meu café da manhã já tinha sumido há muito. Bom, eram 8 pessoas à frente e a considera o tempo de salto da semana anterior, tinha muito tempo até ficar pendurada lá em cima. Além do que, sol + calor + fome = receita perfeita para a minha enxaqueca. Aí não dá, né?!

         Eu ainda estava bem, só de vez em quando é que sentia a expectativa de algo novo e surreal. Então, porque não deixar o meu estômago sossegado também? Fui comprar um lance e lembrei logo de um misto quente com suco. Leve e fácil? Nem por isso! Na hora da compra, o bolso falou mais alto e compensou mais um croissant misto do que com pão de forma, pelo menos o suco eu mantive. Tudo bem, certo? Quase, de novo! É que o croissant, acreditem, era maior que um palmo bem aberto… fiquei tão impressionada pela boa aparência do lanche que só depois de muitas mordidas, muito trabalho facial e do suco todo é que apercebi-me que era um exagero. Isso ou estava diante de um milagre bíblico moderno…
         Enquanto tentava entreter o bichinho na minha barriga, a Edite testava a filmagem e as fotos da máquina. Como é óbvio, fiquei satisfeita até para o jantar e ainda guardei um bom pedaço do meu lanche para outro dia. Ainda na fila, as inscrições finalmente começaram e, numa nova surpresa, só metade da fila era de loucos, a outra só acompanhava. Meu salto seria o número 5!!!


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O começo

         
Como a maioria sabe, a origem deste blog vem de umas aventuras das quais andei mandando fotos. O Bungee Jumping, acredito, foi a mais escandalosa de todas e como tal levou um carinho todo especial na preparação. Enfim, aqui está, pública, a minha aprontação mais louca, em capítulos que é para não maçar (chatear) ninguém com um testamento. Vamos ver se consigo manter o Ibope até descobrirem quem matou Odete Roitman...

                            BUNGEE JUMPING I

         Apesar de gostar de alguns esportes radicais como o Rafting, Paraquedismo e outros, nunca me interessei pelo Bungee Jumping antes. Mas certas coisas acontecem e somos obrigados a, digamos, aproveitá-las.

     Fiz parte na organização de um evento como voluntária, o Maiact, e eis que lá deparo-me com uma grua (ou guindaste) enorme. Já tinha visto a programação do evento mas meu interesse estava mais para a Escalada de parede e o Paintball. E como já tinha tudo planejado, aconteceu tudo ao contrário. A parede era pequena e pouco desafiadora para adultos e o Paintball era bem parecido com o Jardim de Infância.
         Acontece que a decepção não durou muito porque a grua/guindaste começou a erguer uma plataforma metálica com três voluntários e continuou a subir, subir, subir… só que lá em cima um deles quis descer na frente. Entretanto, ele estava muito ligado aos outros e foi seguro por alguma corda que colocaram nele. Ah, é claro, o tão famoso Bungee Jumping... Durante todo o sábado, a história se repetiu: subiam três e desciam dois na plataforma com mais 1 pendurado.

         A minha preocupação com o Bungee Jumping sempre foi o repuxo da corda, mas ela foi sumindo aos poucos à medida que ninguém se queixava das costas depois de saltar e começou a ser substituída pelo grilo falante ao contrário. A expectativa fez a barriga começar os seus próprios saltos e por fim resolvi inscrever-me. Hum!... alguém viu de onde veio o balde de água fria? As inscrições estavam encerradas para aquele dia e a procura era tanta que até começaram a realizar saltos com duas pessoas juntas. Felizmente, não estava tudo perdido, ainda tinha o sábado seguinte.