sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bungee Jumping III

         Muito bem, como para qualquer comportamento saudável e seguro, ao fazer a inscrição para o salto, foi-me apresentado um termo de responsabilidade. Nesse entremeio, acho que para encorajar a decisão para a positiva, os testes (ou cobaias) fizeram os primeiros saltos do dia. Basicamente, precisei reconhecer no termo de responsabilidade que além do problema mental, não tinha qualquer deficiência física, nomeadamente de coluna, articulações ou coração. Além disso, confirmar que os perigos conhecidos e desconhecidos (???) do Bungee jumping eram da minha alçada, exceto por um erro de segurança no equipamento. Após assinar, informar telefone de emergência e fornecer os dados pessoais precisei enfrentar o que amedrontaria a muitas mulheres, mais do que o salto em si, uma Balança. Preocupada com isso, a monitora foi logo avisando que o peso seria para mais por margem de segurança. UFA!!!
         Feito! Agora, é só esperar a corda funcionar as 4 primeiras vezes e pelo menos uma a mais. Nesta hora, meu estômago estava feliz com o “modesto” sanduíche e o meu cérebro tranquilo como se eu fosse atravessar a rua. E essa tranquilidade era partilhada pela monitora que mediu o tempo da minha espera como o suficiente para que eu fizesse um lanche. Ou terá sido ironia? Já a minha super acompanhante, esta não demonstrava a mesma confiança – prefiro acreditar nisso do que pensar que a sua presença tinha apenas um interesse financeiro – e insistiu em gravar um testamento na câmera, para evitar qualquer responsabilidade pelo que eu ia fazer… encorajadora, hein?!

         O tempo ajudou bem a experiência. O dia até acordou com muita neblina e ameaçando chuva, mas naquela hora já tinha céu limpo e sol forte. Para completar a maré de sorte, neste dia os saltos demoravam muito menos do que na semana anterior. A minha vez se aproximava e como o monitor do solo chamava com antecedência, aproximei-me do mesmo grupo que estava à minha frente na inscrição. Daí, o momento de uma conversa muito profunda entre Edite e eu para tentarmos um registro bem completo: o que documentaria melhor entre filmagem e fotografias, entre a câmera e o celular, ainda era possível implantar um braço extra para ela fazer as duas coisas ao mesmo tempo? E eu era a seguir…


Um comentário:

Beto disse...

Cara, a Edite é bem polvo. Teria um outro braço de certeza.
Com um pouco mais de boa vontade eu asseguro que ela poderia pular consigo para documentar melhor.