segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bungee Jumping VI

         A minha resposta não tardou nada: ótimo, pode me empurrar, então!!! Ergui os braços – mais, ele recomendou – para não bater na grade e só senti o monitor segurar-me pelo cinto e pela gola da blusa. Então???
         Cara, foi um leve momento sem qualquer sensação! Acho que nenhum dos meus sentidos estava a ser estimulado, ou pelo contrário, estavam de tal forma sobrecarregados que o cérebro resolveu ignorá-los. Depois da Peridural fui uma verdadeira maçã da Lei de Newton,
senti a gravidade aumentando e gritei como pude na tentativa de aumentar ainda mais a adrenalina do momento (conhecimento adquirido na montanha russa). Sinceramente, o chão não se aproximou o suficiente para preocupar-me com ele, já a sensação de liberdade e do Nada foi deliciosa! Impressionante!!! Demais! Maravilhoso! Segundos/minutos intensos de vazio!
         Espera aí, falta qualquer coisa, certo? Com certeza, eu tinha uma corda nos pés lembra? Presa lá em cima, ok? Logo, a queda termina (se não lá no chão) com um puxão para cima. E não preciso dizer que preferia o menos doloroso. Daí, sim, o esticão! Foi uma sacudida geral muito forte, por mais que esperasse, não sabia a hora certa. Foi um repente! Não senti a coluna coo receava mas as minhas idéias ficaram bem misturadas (ah, entendi porque falam que o Bungee Jumping mexe com a cabeça do povo!!!).


         Se a primeira queda foi toda aquela sensação de leveza, o puxão chamou para realidade e para uma nova queda em câmera lenta, quase mágica, como se aquela paz inesperada se prolongasse. Eu já tinha visto vários pulos e sabia que o segundo repuxo também era forte mas o prazer de estar lá deixou as minhas idéias bem misturadas (ah, entendi porque falam que o Bungee Jumping mexe com a cabeça do povo!!!). No momento, pareceu-me até ter sido mais forte pelo fator surpresa. Caramba, além de baralhada, parecia que o meu sangue todo resolveu visitar a cabeça. Que pressão!!! Enquanto balança lá em cima, cada vez mais suave e devagar, o coração mudou-se para o cabelo e a perna ardia levemente onde tinha as tornozeleiras. Enfim, relaxei, parei de gritar, para não parecer louca (mais!), e foi a primeira vez que vi o mundo lá embaixo.

Um comentário:

Unknown disse...

...e o esfíncter relaxou...