sábado, 8 de novembro de 2008

Bungee Jumping IV

         Já estava claro que uma só pessoa não conseguiria filmar com a câmera e fotografar com o telemóvel (celular), nem mesmo a Edite… assim, precisava escolher alguém do grupo à nossa volta. Alguém conhece um dito que diz que as aparências enganam? Eu tinha duas candidatas possíveis para fotógrafa temporária: a menina do grupo de jovens e uma mulher que estava o observar a pouca distância. Escolhi obviamente a segunda porque não estava no grupo da farra e ela aceitou. Quando mostrava-lhe como tirar fotos no meu telefone, ela ofereceu usar a própria câmera e enviar as fotos por e-mail. Ora, isso pode passar por normal entre nós brasileiros mas é algo totalmente atípico nesta terra. Ainda em choque pedi para a Edite guardar o telemóvel, entretanto ela avisou-me que atravessaria a rua para ficar à sombra, pelo que só relembrei que era a próxima.
          _ Nº5!
         Entreguei timidamente o meu papel, aquele da responsabilidade, ao monitor do solo, aproximei-me do centro e mandei um sorriso satisfeito para a Edite. A fotógrafa, sumiu, mas desta vez não fiquei surpreendida, foquei no salto e continuei empolgada. O 4º já estava pronto para saltar enquanto o monitor perguntou-me se já tinha ido alguma vez, serve pular da varanda? Para ajudar, explicou que eu devia pular como para uma piscina, mal sabia ele que na última aula de natação vacilei por uma eternidade para saltar do Bloco de largada. Será que ele não tinha outra comparação mais adequada? Uau, o carinha saltou, ricocheteou, desceu, deitou e tirou os itens de segurança… são e salvo. Vamos?
         Fui para o colchão, que pela espessura não servia para possíveis quedas, no máximo evitava que sujássemos o chão. Vesti o cinto de segurança, que mais se assemelha a um short bem justo e sentei-me para colocar as tornozeleira com o elástico do salto surgindo delas. Elas ficam bem apertadas, com a calça presa para dentro, mas a da perna esquerda ficou com parte do velcro solto, o que me incomodou um bocado. Peraí, isso não pode ficar só meio apertado… ao mesmo tempo que conversava com o monitor, apertei melhor o resto do velcro, que ele voltou a soltar. Hum!!! Poucos segundos (eternos) depois, a explicação: para além do elástico preso nas tornozeleiras, o monitor passou uma corda por dentro do velcro ainda solto e prendeu-o com um gancho no meu novo cinto de utilidades. O interessante é que esse gancho e corda eram mais do que meros equipamentos de segurança, também substituíam o puxão de mão para me ajudar a levantar.

2 comentários:

Unknown disse...

Essas fotos... ai essas fotos... hehehehehe

Isto está pior que novela da globo, pulou ou não?!?

Sheila disse...

Uai, tem que criar a expectativa para manter o público...