Demorei, mas antes tarde do que nunca, certo?!
A viagem correu maravilhosamente e trouxe muitas surpresa, tanto da minha personalidade quanto do povo londrino. A minha única preocupação antes de ir era passar pela Imigração no aeroporto, mas foi ali mesmo que
começou a paixão pela simpatia do povo.
Já disse que gosto de aventuras mas essa viagem começou por ser impulsiva demais, pois não tive tempo para saber mais sobre Londres e escolher os lugares a conhecer. Então, ainda no avião perguntei ao meu amigo, que tinha compromissos na cidade, os lugares que valiam a pena. Cheguei ao hotel na madrugada de quarta e pela manhã peguei um panfleto de cada roteiro daqueles distribuídos na recepção dos hotéis.
Aos poucos comecei a localizar-me na cidade e saber os pontos importantes e como deslocar. Passei a primeira noite a ler todos os panfletos, apontar no mapa aqueles que interessavam por prioridade e tentar aprender mais. Todo o interesse que tinha por Londres baseava-se na fantasia dos filmes e nas figuras do telefone vermelho e do autocarro duplo, só que a estadia encantou muito mais. Para qualquer dúvida que tinha, os ingleses sorriam e respondiam calmamente, mesmo os funcionários do correio, do autocarro e do metro que não sorriram não deixaram de ser atenciosos. Muitas vezes fui surpreendida por um homem dar a passagem para mim ou por alguém pedir desculpa de estar atrapalhando o caminho... Nada da frieza ou da superioridade que esperava, perdi a conta de quantos se ofereceram para tirar a minha foto enquanto tentava aparecer na foto de um
ponto turístico...
O clima é que não surpreendeu. Na verdade, Deus abençou essa viagem porque deu-me 4 belos dias de sol, nenhum com o nevoeiro típico, chuvas só à noite e até uma tarde de neve. O frio era logo no corredor do hotel, não teve um dia que saí sem o casaco acolchoado e nenhuma noite que não usei uma blusa extra, além das luvas e do cachecol. A única dificuldade era para tirar as fotos, as mãos até doíam, e tive que alternar entre elas para ficar sem luva e segurar a máquina... mais tarde desenvolvi um truque para conseguir mexer na máquina com as duas protegidas.
Da alimentação, fiquei abismada com a falta de variedade das frutas no supermercado já que evitei as lanchonetes e os restaurantes. Comprava tudo e preparava no hotel antes de sair, a parte mais difícil era beber a água gelada na temperatura ambiente. No mais, pude experimentar o café da manhã inglês tradicional que, na verdade, me serviu de almoço por conta das salsichas, do feijão, dos ovos e do cogumelo. Ainda bem que com o tanto que andei, não precisava preocupar-me com as calorias...
Por fim, não posso deixar de dizer o meu maior medo na capital inglesa. Não, nada sobre estar sozinha num lugar desconhecido, o meu horror diário era o de ser atropelada. Os carros andam do lado errado, caramba!
Por mais que alguns cruzamentos tivessem escrito no chão para qual lado deveria olhar, sempre tinha a impressão que algum carro ia aparecer do nada. Se no Porto, tento sempre passar nas passadeiras/faixas de pedestres, lá fazia mais questão ainda. Só que a sensação continuava. Credo, era muito estranho ver os carros fazendo as curvas e entrando na faixa "errada", acabava por olhar 3 ou 4 vezes para os DOIS lados antes de atravessar, mesmo nas ruas de mão única. Ah, e nessa brincadeira, quase que perdi o ônibus num dia. Estava tranquilamente sentada na paragem e de repente umas duas pessoas levantam: é que o autocarro vinha do lado direito... ainda bem que não estava sozinha. Sinceramente, foi a única coisa com a qual não consegui acostumar-me. Como diria o Obelix, "Esses ingleses são todos uns loucos".
Enfim, nas primeiras horas de segunda-feira viajei para o aeroporto de Stansted, cerca de 1h40, embarquei para Portugal e fui mais uma vez abençoada com um nascer do sol maravilhoso e o reencontro com o meu irmão no aeroporto. Detalhe, só no segundo dia de volta é que parei de pensar como deveria perguntar informações em inglês.
Resumindo, ô trem bão demais da conta, sô!
A viagem correu maravilhosamente e trouxe muitas surpresa, tanto da minha personalidade quanto do povo londrino. A minha única preocupação antes de ir era passar pela Imigração no aeroporto, mas foi ali mesmo que
Já disse que gosto de aventuras mas essa viagem começou por ser impulsiva demais, pois não tive tempo para saber mais sobre Londres e escolher os lugares a conhecer. Então, ainda no avião perguntei ao meu amigo, que tinha compromissos na cidade, os lugares que valiam a pena. Cheguei ao hotel na madrugada de quarta e pela manhã peguei um panfleto de cada roteiro daqueles distribuídos na recepção dos hotéis.
Aos poucos comecei a localizar-me na cidade e saber os pontos importantes e como deslocar. Passei a primeira noite a ler todos os panfletos, apontar no mapa aqueles que interessavam por prioridade e tentar aprender mais. Todo o interesse que tinha por Londres baseava-se na fantasia dos filmes e nas figuras do telefone vermelho e do autocarro duplo, só que a estadia encantou muito mais. Para qualquer dúvida que tinha, os ingleses sorriam e respondiam calmamente, mesmo os funcionários do correio, do autocarro e do metro que não sorriram não deixaram de ser atenciosos. Muitas vezes fui surpreendida por um homem dar a passagem para mim ou por alguém pedir desculpa de estar atrapalhando o caminho... Nada da frieza ou da superioridade que esperava, perdi a conta de quantos se ofereceram para tirar a minha foto enquanto tentava aparecer na foto de um
O clima é que não surpreendeu. Na verdade, Deus abençou essa viagem porque deu-me 4 belos dias de sol, nenhum com o nevoeiro típico, chuvas só à noite e até uma tarde de neve. O frio era logo no corredor do hotel, não teve um dia que saí sem o casaco acolchoado e nenhuma noite que não usei uma blusa extra, além das luvas e do cachecol. A única dificuldade era para tirar as fotos, as mãos até doíam, e tive que alternar entre elas para ficar sem luva e segurar a máquina... mais tarde desenvolvi um truque para conseguir mexer na máquina com as duas protegidas.
Da alimentação, fiquei abismada com a falta de variedade das frutas no supermercado já que evitei as lanchonetes e os restaurantes. Comprava tudo e preparava no hotel antes de sair, a parte mais difícil era beber a água gelada na temperatura ambiente. No mais, pude experimentar o café da manhã inglês tradicional que, na verdade, me serviu de almoço por conta das salsichas, do feijão, dos ovos e do cogumelo. Ainda bem que com o tanto que andei, não precisava preocupar-me com as calorias...
Por fim, não posso deixar de dizer o meu maior medo na capital inglesa. Não, nada sobre estar sozinha num lugar desconhecido, o meu horror diário era o de ser atropelada. Os carros andam do lado errado, caramba!
Enfim, nas primeiras horas de segunda-feira viajei para o aeroporto de Stansted, cerca de 1h40, embarquei para Portugal e fui mais uma vez abençoada com um nascer do sol maravilhoso e o reencontro com o meu irmão no aeroporto. Detalhe, só no segundo dia de volta é que parei de pensar como deveria perguntar informações em inglês.
Resumindo, ô trem bão demais da conta, sô!
Um comentário:
Que legal! Quase dá para sentir-me por lá com você! Imagine a mamãe, cismada que é, atravessando as ruas...
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