Tenho que interromper minhas aprontações para contar o que aprontaram comigo. Para quem não sabe, o meu irmão mais velho estava com muita saudade do Brasil nos últimos anos, então, resolveu largar de Portugal definitivamente. Entretanto, mentes inquietas fazem pessoas (hiper) ativas. Dessa feita, depois de seis meses no Brasil, resolveu partir para um trabalho em Luanda, Angola! Bem que ele já dizia gostar do Oriente… até aqui, pode perguntar-se, para que isso ficar registrado no blog? Pois bem, explico-me. A questão é que a empresa (e consequentemente, a entrevista) tem sede em São Paulo, só ele viu a cara do povo, apesar de encaminhar a algumas pessoas todos os documentos e os e-mails mais importantes durante a contratação. Depois, ele parte sozinho para uma escala em São Paulo (mais do que acostumado), em Johannesburg, África do Sul (complicou) e chegada em Luanda (Ufa!). Se as 28 horas de aeroporto já eram suficientemente longas, conseguimos nos comunicar pela internet de Guarulhos nas 10 horas de espera por lá. Até aqui, mais valia um blog para ele, mas calma, já vou começar a complicar
Acordei ontem, dia da chegada, com o meu telefone e eis que é o Beto, numa voz passada, a dizer que o vôo São Paulo-Johannesburg atrasou e que, somado com a diferença de fuso fez com que ele perdesse a conexão para Luanda!!!! Acordei num pulo, mal sabia que o dia ainda só começava. Mandei e-mail para os contatos da empresa como ele pediu a contar a situação, enquanto ele esperava que o próximo vôo abrisse o check-in para saber se haveria lugar vazio ou não. Para ajudar o suspense, ele estava com pouca bateria no telemóvel, logo, o mantinha desligado. Na minha espera, visitei o site da SAA e descobri que eles só tinham um vôo por dia para Luanda partindo dali, aquele que ele tinha perdido. Bom, o Beto arranha bem o inglês, mas será que entendeu bem o que a funcionária disse? Expectativas crescentes sem notícias, nenhuma resposta da empresa de Angola, nenhum vôo na SAA, eis que ele retorna para saber se eu tinha enviado os e-mails, mas sem novidades.
Depois de mais de 4 longas horas, a boa nova de que estava acertado para um vôo pela TAAG daí à 2 horas e mais algumas de vôo. Daí, mandei outro e-mail aos contatos da empresa a informar do novo horário e companhia. Olha, nesta altura, já fiquei muito mais aliviada. Saí para trabalhar um bocado mais leve.
Tic-tac, tic-tac. Se a combinação era que ele mandasse e-mail da empresa já ficara sem efeito porque não seria mais hora de expediente, como saberíamos que ele chegou? Quando? Onde? Com quem? Sabe, às vezes surpreendo-me com a minha capacidade de manter a calma, chego, sinceramente, a acreditar que não estou mesmo tensa, mas… Trabalhei, voltei para casa e, quando chego, recebo uma mensagem dele:
Logo, logo, vocês terão a versão dele da história, que não deve ser pior do que a minha, mas tudo isso só vem se juntar ao histórico. Como quando da última vez que ele viajou e esqueceu uma mala no aeroporto e passei a noite lá para entregar a uma vizinha que ia no dia seguinte… ou quando perdemos o vôo para o Brasil no começo do ano…
Então, está avisado, segurem seus irmãos perto de si e sob forte vigilância!
Ass.: Gata escaldada II
Acordei ontem, dia da chegada, com o meu telefone e eis que é o Beto, numa voz passada, a dizer que o vôo São Paulo-Johannesburg atrasou e que, somado com a diferença de fuso fez com que ele perdesse a conexão para Luanda!!!! Acordei num pulo, mal sabia que o dia ainda só começava. Mandei e-mail para os contatos da empresa como ele pediu a contar a situação, enquanto ele esperava que o próximo vôo abrisse o check-in para saber se haveria lugar vazio ou não. Para ajudar o suspense, ele estava com pouca bateria no telemóvel, logo, o mantinha desligado. Na minha espera, visitei o site da SAA e descobri que eles só tinham um vôo por dia para Luanda partindo dali, aquele que ele tinha perdido. Bom, o Beto arranha bem o inglês, mas será que entendeu bem o que a funcionária disse? Expectativas crescentes sem notícias, nenhuma resposta da empresa de Angola, nenhum vôo na SAA, eis que ele retorna para saber se eu tinha enviado os e-mails, mas sem novidades.
Depois de mais de 4 longas horas, a boa nova de que estava acertado para um vôo pela TAAG daí à 2 horas e mais algumas de vôo. Daí, mandei outro e-mail aos contatos da empresa a informar do novo horário e companhia. Olha, nesta altura, já fiquei muito mais aliviada. Saí para trabalhar um bocado mais leve.Tic-tac, tic-tac. Se a combinação era que ele mandasse e-mail da empresa já ficara sem efeito porque não seria mais hora de expediente, como saberíamos que ele chegou? Quando? Onde? Com quem? Sabe, às vezes surpreendo-me com a minha capacidade de manter a calma, chego, sinceramente, a acreditar que não estou mesmo tensa, mas… Trabalhei, voltei para casa e, quando chego, recebo uma mensagem dele:
“Cheguei há duas horas sem malas e ninguém para me buscar.”Que Mané roaming, só queria que a bateria dele durasse mais essa chamada, e durou, para minha satisfação, mas ele me atende dizendo que vai embora para o Brasil a pé porque não aguentava mais aquela situação. Pronto, gelei! Será que consigo alugar um avião? Enquanto ainda assimilava a situação e pensava no que dizer, ele emenda brincadeiras que fazem as pessoas que foram buscá-lo rir. Cara, minha voz nem saia, mas meus olhos foram muito prolixos.
Logo, logo, vocês terão a versão dele da história, que não deve ser pior do que a minha, mas tudo isso só vem se juntar ao histórico. Como quando da última vez que ele viajou e esqueceu uma mala no aeroporto e passei a noite lá para entregar a uma vizinha que ia no dia seguinte… ou quando perdemos o vôo para o Brasil no começo do ano…Então, está avisado, segurem seus irmãos perto de si e sob forte vigilância!
Ass.: Gata escaldada II

4 comentários:
È... até parece que adianta! Eles não nos ouvem!!!
E isso tudo não serve de lição????
Tomem tento, cambada. Vê se sossegam!
Eu voltei de viagem... e está tudo bem...
É, mas a Bia ajudou, né!?
Reparem, é preciso ver as coisas com olhos menos críticos.
Eu estou muito satisfeito com a minha vasta experiência com os balcões de atendimento das companhias nos aeroportos. E essa experiência poucos têm.
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